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Unidades de Cuidados na Comunidade: candidaturas podem avançar!
DATA
23/03/2009 10:45:02
AUTOR
Jornal Médico
Unidades de Cuidados na Comunidade: candidaturas podem avançar!

Teve início no passado dia 23 de Março, o processo de candidaturas às Unidades de Cuidados na comunidade. As equipas que queiram candidatar-se a este tipo de unidade funcional dos Agrupamentos de Centros de Saúde poderão fazê-lo através do site da Missão para os CSP, e até ao dia 30 de Setembro, data prevista para o encerramento do processo  

Teve início no passado dia 23 de Março, o processo de candidaturas às Unidades de Cuidados na comunidade (UCC). As equipas que queiram candidatar-se a este tipo de unidade funcional dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) poderão fazê-lo através do site da Missão para os Cuidados de Saúde Primários (MCSP), e até ao dia 30 de Setembro, data prevista para o encerramento do processo..

Este limite no prazo de apresentação das candidaturas parece mesmo ser uma das poucas diferenças relativamente ao processo de constituição das unidades de saúde familiar (USF) a que temos vindo a assistir desde Março de 2006.

À semelhança do que aconteceu com as USF, este é um processo realizado "de baixo para cima", salientou o coordenador da MCSP, Luís Pisco, na apresentação aos jornalistas de "mais este importante passo na reforma dos cuidados de saúde primários (CSP)", que decorreu no Centro de Saúde (CS) do Olivais.

Previstas no âmbito da criação dos ACES, as UCC serão constituídas por equipas multi-profissionais, com o objectivo de prestar cuidados de saúde, bem como apoio social e psicológico aos níveis domiciliário e comunitário, nomeadamente aos grupos mais vulneráveis. Além disso, irão ainda desempenhar um papel importante na educação para a saúde.

As expectativas face à adesão dos profissionais e ao número de candidaturas "é grande" e o objectivo da MCSP é conseguir ter uma UCC em cada CS, "embora, para já, seja muito bom conseguirmos uma candidatura a UCC em cada ACES", referiu o enfermeiro Pedro Pardal, membro da equipa nacional da Missão.

Na verdade, salientaram os responsáveis da MCSP, já existem vários CS em que "a intervenção na comunidade é uma realidade sólida, com equipas bem organizadas". Assim sendo, "pretendemos aproveitar todo o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido, neste âmbito, nos CSP, pelo que um dos critérios de avaliação das candidaturas será, precisamente, a garantia de continuidade a projectos de intervenção comunitária que já existem", referiu Luís Pisco.

O processo de candidatura às UCC implica o preenchimento de um formulário específico, disponível no site da MCSP (http://www.mcsp.min-saude.pt/), bem como da apresentação de um plano de acção. As propostas serão avaliadas pelas Equipas Regionais de Apoio (ERA), que darão o seu parecer em concordância com o director executivo do respectivo ACES. Mais uma vez, à semelhança das USF, o tempo máximo para a conclusão do processo deverá ser de 60 dias.

Para além dos enfermeiros - que deverão "estar em maioria" - estas equipas devem ainda ser constituídas por médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e outros profissionais, num ratio adaptado às necessidades geodemográficas de cada candidatura. De acordo com Luís Pisco, "a possibilidade de mobilidade de profissionais não está excluída, mas deverá ser muito bem avaliada, caso a caso".

Também equacionada, no preâmbulo deste projecto de despacho, está a importância da ligação da remuneração ao desempenho nas UCC.

Uma realidade "que não será para já", adianta o coordenador da MCSP, "uma vez que não existem indicadores, nem suportes de informação que o permitam".

 

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