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Constância: utentes de Montalvo ficam sem MF
DATA
22/04/2009 04:51:41
AUTOR
Jornal Médico
Constância: utentes de Montalvo ficam sem MF

A Extensão de Saúde de Montalvo (CS de Constância) ficou sem o único clínico que ali dava consulta, situação que deixou perto de 1300 utentes sem acesso ao seu médico de família

 

A Extensão de Saúde de Montalvo (CS de Constância) ficou sem o único clínico que ali dava consulta, situação que deixou perto de 1300 utentes sem acesso ao seu médico de família (MF).

Em fase transitória, esta população está a ser atendida na consulta de recurso do CS de Abrantes (na qual colaboram os médicos dos CS de Abrantes, Constância e Sardoal). O Serviço de Atendimento Permanente localizado no Hospital de Abrantes é outra das opções à disposição destes utentes.

A ausência deste MF - que dava consulta em Montalvo há cerca de duas décadas e meia - despoletou algum descontentamento popular e até agitação política. De resto, o deputado do Partido Comunista Português (PCP) António Filipe submeteu um requerimento à presidência da Assembleia da República, no qual pede esclarecimentos sobre a estratégia que o Ministério da Saúde (MS) pretende adoptar, com vista a normalizar a assistência médica em Montalvo. 

Segundo relatou ao Médico de Família Fernando Siborro (na foto), director executivo do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Zêzere - que reúne as unidades de Abrantes, Constância, Ferreira do Zêzere, Sardoal, Tomar e Vila Nova da Barquinha -, o MF em causa "foi afectado por uma doença, grave, pelo que não é possível determinar sequer se retomará a sua actividade".

Para solucionar o problema, tal como outros de impacto similar (recentemente um médico da Extensão do Tramagal - CS de Abrantes - reformou-se, e outros colegas deverão seguir-lhe o exemplo) não há grandes soluções à vista: "faltam médicos que desejem vir para esta região, pelo que é extremamente difícil contratar quem venha substituir os colegas", diz Fernando Siborro. Por isso, o director executivo do ACES do Zêzere reconhece que os utentes de Montalvo terão de depender da consulta de recurso, "simplesmente porque não há outra hipótese em cima da mesa".

Segundo este responsável, o fecho definitivo da Extensão de Montalvo "ainda não é uma alternativa equacionada", embora adiante que a população local nem é das mais prejudicadas no raio de influência do ACES, uma vez que está a cerca de três quilómetros da sede do CS. Admite, todavia, que é sempre complicado para quem "tem um médico há mais de 25 anos, com quem se familiarizou, deixar de contar com esse apoio".

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