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APMCG adoptou a designação de Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
DATA
13/12/2011 05:07:45
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Jornal Médico
APMCG adoptou a designação de Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar

A Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral alterou a sua designação

 

 

A Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral alterou a sua designação para Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF). A decisão foi aprovada na última assembleia-geral da APMCG, realizada no passado dia 26 de Novembro, com o voto unânime dos médicos de família presentes.
A proposta de alteração estatutária surgiu após um processo de auscultação dos sócios da APMCG, que decorreu durante cerca de ano e meio.
A 26 de Novembro, uma data que é já considerada “histórica” pela actual direcção, a Associação dos médicos de família portugueses adoptou formalmente a denominação já utilizada pelo Colégio da Especialidade da Ordem dos Médicos desde 1995.
apmcg_apmgf_02_223.jpgDe acordo com João Sequeira Carlos, a alteração para APMGF responde aos anseios da especialidade, expressos ao longo da última década e coloca-a, inequivocamente, no caminho da modernidade e do desenvolvimento.
De um modo geral, todos os médicos de família contactados pelo nosso jornal concordam com a nova nomenclatura. Mário Moura, presidente honorário da Associação, recorda que “desde há muitos anos que a especialidade se tem batido pela designação de Medicina Familiar e, portanto, é lógico que a designação da Associação reflicta esse esforço”.
O médico de família Luís Pisco, anterior presidente da Associação e actual vice-presidente da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, salienta que a mudança constitui, na verdade, uma adaptação a uma nova realidade. “Era altura de mudar, até porque considero importante que os jovens especialistas se revejam na designação da Associação”. O termo “clínica geral” não só caiu em desuso como “já não reflecte a nossa prática”.
Eduardo Mendes, que presidiu à Associação no período em que Luís Pisco assumiu o cargo de coordenador da Missão para os Cuidados de Saúde Primários, considera que estamos perante uma evolução cheia de significado: “subscrevo a mudança integralmente”.
António Branco, coordenador da USF Santa Maria, de Tomar, assinala que “há três ou quatro anos, quando se começou a discutir a questão da alteração do nome, considerei que a mudança seria precoce. Hoje em dia, penso que é adequada. A existência de uma imagem de marca é, hoje, menos relevante. A posição da Medicina Geral já não necessita do carimbo APMCG. Apesar de continuar a pensar que não é uma questão essencial, a mudança é positiva”.
José Luís Biscaia, que também votou a favor da alteração para APMGF, afirma que “não podia deixar estar mais satisfeito”. Na sua perspectiva, “a designação de Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral era um pouco redutora em relação ao que é hoje a especialidade”.
A opinião do Prof. Luís Rebelo, coordenador da USF Parque, é semelhante: “O conteúdo da prática dos profissionais está estampado na designação da sua Associação. Fico muito satisfeito com a mudança e ainda ficarei mais se todos os seus associados assumirem por inteiro o conteúdo programático dessa designação. É preciso que sejamos médicos de família de corpo inteiro. Isso significa praticar a Medicina Geral e Familiar de acordo com uma abordagem familiar no dia-a-dia da nossa prática clínica”.

Nova nomenclatura pode ajudar a clarificar conceitos junto da população
apmcg_apmgf_03_223.jpgArmando Brito de Sá, da USF Rodrigues Miguéis, saúda a iniciativa da actual direcção da Associação, considerando que, “embora, ao cabo de tantos anos, fique alguma nostalgia em relação à designação anterior, trata-se de uma evolução absolutamente natural”. O médico salienta também a importância de se manter o termo Associação: “apesar do cariz técnico-científico ter sido muito reforçado nos últimos anos, o que é relevante, a APMGF continua a defender uma intervenção socioprofissional em termos da organização dos cuidados de saúde e da política de saúde”, o que significa que “mantém intactos os seus objectivos iniciais”.
O Colégio da Especialidade de Medicina Geral e Familiar da Ordem dos Médicos aplaude igualmente a mudança. José Silva Henriques, presidente do Colégio, enviou uma missiva ao responsável da APMGF, felicitando a direcção da Associação pela mudança de nomenclatura, na medida em que “condiz mais com a especialidade”.
Na perspectiva do responsável do Colégio, a alteração é importante até para tornar mais claro o conceito de Medicina Geral e Familiar junto da população, em oposição aos clínicos gerais, isto é, médicos indiferenciados.

Saúde Pública

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