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Paulo Macedo garante trinta novas USF até final de Março
DATA
09/02/2012 08:17:43
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Paulo Macedo garante trinta novas USF até final de Março

Chamado à Comissão Parlamentar de Saúde da Assembleia da República, o ministro Paulo Macedo...

 

Chamado à Comissão Parlamentar de Saúde da Assembleia da República, o ministro Paulo Macedo afirmou a sua intenção de prosseguir a reforma dos cuidados de saúde primários em curso, com a abertura de 30 USF no primeiro trimestre deste ano. Nos CSP, salientou ainda a necessidade de proceder à limpeza das listas e ao reforço das equipas das USF e UCSP mas não se conseguiu esquivar às críticas dos partidos da esquerda parlamentar que apontam "entraves administrativos" à evolução das USF para Modelo B

 

A reforma dos cuidados de saúde primários (CSP) vai prosseguir, afirmou o ministro da Saúde, Paulo Macedo, na Comissão Parlamentar de Saúde. O objectivo é melhorar o acesso dos utentes ao seu médico de família. Neste âmbito, o governante considera que existem condições para a entrada em funcionamento de mais de trinta unidades de saúde familiar (USF) até final de Março: dez na ARS Norte, seis na região de Lisboa e Vale do Tejo, entre uma e duas no Algarve e 15 na ARS Centro.

"Iremos também continuar a acompanhar a passagem de USF de Modelo A para Modelo B", garantiu o ministro.

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A resposta não bastou, porém, para esclarecer as dúvidas dos deputados do PCP, do Bloco de Esquerda e do PS. Pressionado por Manuel Pizarro, o actual secretário de Estado da Saúde, Leal da Costa, referiu que "não existe nenhum entrave administrativo" nesta matéria. As dificuldades maiores residem na contratação de pessoal necessário para as unidades de saúde familiar, mas esse é um problema que atinge sobretudo as USF Modelo A, acrescentou. 

 

Limpeza de ficheiros é crucial

 

A limpeza de ficheiros nos cuidados de saúde primários "é essencial para a atribuição de médico de família a cada português". Os dados apontam para a existência de 1,5 milhões de "utentes fantasma". De acordo com Paulo Macedo, esta situação resulta do facto dos ficheiros da Saúde não referirem nem o número do bilhete de identidade dos utentes, nem o número de contribuinte. Nestas circunstâncias, "é difícil realizar o cruzamento, quer com óbitos, quer com as duplicações". Basta que a pessoa se inscreva num centro de saúde com o nome completo e, noutro, apenas com o primeiro e último nome, para inviabilizar a detecção da duplicação. O facto de as ARS utilizarem softwares diferentes, não compatíveis entre si, torna o processo ainda mais complicado. Contudo, "este é um trabalho urgente" dos SPMS - Serviços Partilhados do Ministério da Saúde - a entidade responsável pelo desenvolvimento, manutenção e operacionalização dos vários sistemas de informação na área da Saúde. Paulo Macedo admite que a compatibilização de sistemas poderá levar anos até estar concluída mas, no que se refere à limpeza das listas, espera "resultados importantes" no prazo de seis meses.

 

Texto integral apenas disponível na versão impressa

 

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