Jornal Médico Grande Público

Reabilitação respiratória é fundamental para doentes pulmonar
DATA
27/10/2013 23:00:05
AUTOR
Jornal Médico
Reabilitação respiratória é fundamental para doentes pulmonar

Os programas de reabilitação respiratória são parte integrante do tratamento dos doentes com DPOC

Versão integral apenas disponível na edição impressa

A aplicação de programas de reabilitação respiratória é "fundamental" no tratamento da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), que afecta 700 mil portugueses, dos quais apenas 700 têm acesso a eles, alertou o pneumologista Carvalheira Santos.

Médico do Hospital Pulido Valente, em Lisboa, António Carvalheira Santos defendeu esta forma de actuação clínica, na mesa redonda "Reabilitação Respiratória: Novos Horizontes", realizada por ocasião do Congresso da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, que se realizou há dias em Albufeira, no Algarve.

"Os programas de reabilitação respiratória são parte integrante do tratamento dos doentes com DPOC", afirmou o especialista, em declarações à Agência Lusa, frisando que nesta designação estão a bronquite crónica e o efisema.

Para aplicar estes programas, Carvalheira Santos considera ser necessário criar centros de reabilitação respiratória de proximidade, assentes em três pilares: o controlo clínico do doente, a educação do mesmo e a promoção e o aumento da tolerância ao exercício físico.

O controlo clínico é "fundamental para o doente estar estabilizado e acompanhado", enquanto a educação permite que "ganhe competências na sua gestão e na gestão da sua doença, precisou, sublinhando que "é muito importante que o doente conheça os seus sintomas, a medicação, por que a faz e quais as atitudes que deve tomar face a determinadas situações de alterações do seu estado".

Carvalheira Santos afirma que "há 700 mil doentes com DPOC em Portugal" e que "só cerca de 0,1 por cento deles tem acesso a programas de reabilitação em centros hospitalares de referência", uma taxa que está "muito longe" dos 30 por cento alcançados nos países mais desenvolvidos.

"Não existem nenhuns centros de reabilitação respiratória de proximidade, os centros de reabilitação que existem são poucos, só existem em determinados hospitais, e há um número muito pequeno de doentes privilegiados que têm acesso a uma terapêutica adequada", lamentou.

O médico considerou que "a única forma" de se "abranger um número adequado de doentes" é com "a abertura de centros de proximidade", para a qual já começa a haver, segundo o clínico, algumas entidades privadas "dispostas a colaborar".

Carvalheira Santos destacou também as vantagens para o Serviço Nacional de Saúde, uma vez que, estando em reabilitação respiratória, os doentes "têm menos necessidade de recorrer aos cuidados de saúde, ao serviço de urgência, ao internamento".

 

Saúde Pública

news events box

Mais lidas

1
6
1