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Ciberataque: Serviços de saúde sem registo de incidentes, mas com emails condicionados
DATA
16/05/2017 11:06:10
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Jornal Médico
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Ciberataque: Serviços de saúde sem registo de incidentes, mas com emails condicionados

Os serviços de saúde mantêm-se sem qualquer registo de incidente relativo a ataques informáticos, mas têm orientações para seguir medidas de precaução, segundo os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).

Fonte oficial dos SPMS indicou à Agência Lusa que, até às 14:00 de ontem, não houve registo de nenhum problema ou incidente relacionado com o ataque informático de grandes dimensões à escala internacional.

A mesma fonte acrescentou não ter registo de sistemas informáticos que estejam inoperacionais por via de um ataque e disse não haver indicações para desligar os sistemas que interferem com os serviços aos utentes.

Recorde-se que os SPMS divulgaram no domingo uma circular a todas as instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com indicações de cuidados adicionais, nomeadamente condicionando o acesso de correio eletrónico (email).

Outro dos cuidados pedidos foi para que todos os computadores de funcionários do SNS fossem desligados de domingo para hoje.

A utilização dos computadores durante os dias de ontem e de hoje deve ainda cumprir alguns requisitos, como seja serem ligados sem conexão à rede (cabo ou wireless) no caso de ainda não terem sido implementadas as medidas de segurança pela informática da instituição.

Segundo a circular dos SPMS, a ligação à rede cabo ou ‘wireless’ só deve ocorrer depois de aplicadas as medidas de segurança recomendadas.

Os serviços contam emitir uma nova orientação até ao final do dia de hoje, dando novas indicações.

O ciberataque lançado na sexta-feira contra vários países e organizações foi de "um nível sem precedentes", admitiu no sábado o gabinete europeu da Europol (Serviço Europeu de Polícia).

O ataque informático de grandes dimensões à escala internacional atingiu principalmente empresas de telecomunicações e energia, mas também a banca, segundo a multinacional de serviços tecnológicos Claranet.

Entretanto, a Claranet alertou ontem para a possibilidade de novos ciberataques e aconselhou os utilizadores a terem os sistemas atualizados, não abrir anexos desconhecidos e desligar da energia todo o equipamento suspeito de estar infetado.

Estima-se que este ciberataque já tenha afetado cerca de 150 países e 200 mil sistemas informáticos.

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