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Vítor Neves, da Europacolon: “Rastreios de base populacional têm de ser feitos de forma sistemática e nacional pelo SNS”
DATA
11/07/2017 10:18:30
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Vítor Neves, da Europacolon: “Rastreios de base populacional têm de ser feitos de forma sistemática e nacional pelo SNS”

O presidente da Europacolon Portugal - Apoio ao Doente com Cancro Digestivo defendeu ontem o rastreio ao cólon e reto a nível nacional, entendendo não se justificar a realização de mais projetos-piloto.

Vítor Neves argumentou, em comunicado divulgado pela organização, que aquele que foi apresentado pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) a quatro centros de saúde em Setúbal como sendo um projeto-piloto, é algo que devia estar em curso desde abril de 2016 aquando da publicação do despacho n.º 4771-A/2016.

“Mais de um ano depois da publicação do despacho, continuamos sem rastreio de base populacional. Esta ação da ARSLVT é apenas um cumprimento parcial e atrasado do despacho”, denunciou Vítor Neves, frisando que “os rastreios de base populacional têm de ser feitos de forma sistemática e nacional pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) com convocatórias semanais dos Centros de Saúde, a todos os cidadãos dentro da área de risco”.

Para o presidente da Europacolon “repetir procedimentos como o projeto-piloto anunciado a 16 de dezembro, na ARS Norte, a 3.000 utentes e que passados sete meses ninguém conhece o seu resultado, faz recear que atitudes como a agora enunciada só sirvam para adiar uma decisão de fundo, que poria cobro a um problema de saúde pública nacional responsável por mais de 3.900 mortes por ano no país”.

Lembrando a recomendação de que “o rastreio ao cancro do cólon e do reto deve ser feito por todas as pessoas sem esta patologia, com idades entre os 50 e os 74 anos, de dois em dois anos”, sustentou que os de “base populacional, por pesquisa de sangue oculto, têm de ser feitos de forma anual, tal como recomendam as boas práticas internacionais e nacionais”.

Segundo aquele organismo, surgem em Portugal cerca de 8.000 novos casos anuais e morrem mais de 3.000 pessoas com a doença.

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