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Médicos denunciam degradação em unidade de saúde no centro de Coimbra
DATA
17/08/2017 09:42:38
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Jornal Médico
Médicos denunciam degradação em unidade de saúde no centro de Coimbra

A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) denunciou ontem que o edifício onde funciona a Unidade de Saúde Familiar (USF) CelaSaúde, no centro de Coimbra, se encontra degradado e que coloca em risco a saúde dos profissionais e dos utentes.

“Os esgotos escorrem pelas paredes exteriores, as janelas estão podres, há fissuras no teto de vários gabinetes e infiltrações no pavimento. É deficitária a ventilação, tornando o ar irrespirável nalgumas salas”, enumera a Ordem, em comunicado enviado à Agência Lusa.

O presidente da SRCOM, Carlos Cortes, refere ainda que se registam “elevados valores de concentração de CO2 que excedem os limiares a partir dos quais já são nocivos para a saúde humana” e que até já houve acidentes, tendo caído “uma armadura elétrica em cima de um médico durante uma consulta”.

Atendendo à gravidade, Carlos Cortes avisou o Ministério da Saúde desta situação, enviado fotografias “para exemplificar o estado de degradação do imóvel”.

“As condições são de tal modo adversas e com tal gravidade que é urgente realizar as obras há muito prometidas pela Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) que, sistematicamente, não cumpre o que promete. Estamos perante uma ARSC despreocupada, opaca e insensível”, lamenta.

Na sua opinião, “é inadmissível prestar cuidados de saúde nestas condições”.

“Mesmo após inúmeras reuniões e troca de documentação entre a responsáveis da USF CelaSaúde e a Administração Regional de Saúde do Centro”, a situação continua sem qualquer resposta, acrescenta.

A USF CelaSaúde, que tem 33 profissionais, está instalada no Bloco A do centro de saúde de Celas, onde funciona desde 2008, prestando cuidados de saúde a perto de 17 mil utentes que residem no centro da cidade.

“A coordenação desta unidade de saúde reclama obras de reabilitação total do Bloco A deste edifício, com particular insistência, desde 2014. Desde então, o estado de degradação do imóvel agrava-se”, recorda.

No entender da Ordem dos Médicos, “mudar telhado e janelas já não chega para resolver a gravidade da situação”.

No “vasto rol de problemas” apontados ao edifício, estão também a falta do sistema de deteção de incêndios e a insuficiente rede de frio, que “já provocou perda de lotes de vacinas”, acrescenta.

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