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Câmara Municipal de Santiago do Cacém quer reunir com Governo por falta de profissionais no hospital
DATA
09/10/2017 09:55:10
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Câmara Municipal de Santiago do Cacém quer reunir com Governo por falta de profissionais no hospital

A “falta de recursos humanos” no Hospital do Litoral Alentejano “coloca em risco” os cuidados “paliativos” e de “convalescença”, alertou o presidente da Câmara de Santiago do Cacém, que quer reunir com o secretário de Estado da Saúde.

O presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha, solicitou uma reunião com o secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, para pedir que sejam tomadas “medidas efetivas e urgentes” para resolver a “falta de recursos humanos" no Hospital do Litoral Alentejano (HLA), integrado na Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA).

Num comunicado enviado à Agência Lusa, o autarca explicou que o pedido de reunião surgiu “na sequência da tomada de conhecimento da existência de graves problemas na ULSLA, em particular no HLA, nomeadamente por falta de recursos humanos”.

Segundo Álvaro Beijinha, a falta de recursos humanos “coloca inclusivamente em risco o funcionamento do serviço de paliativos e mesmo o encerramento do serviço de convalescença”.

O autarca afirmou que a situação lhe foi “confirmada pelo presidente do Conselho de Administração da ULSLA, Luís Matias”, e quer agora que sejam tomadas "medidas efetivas e urgentes” para resolver a situação.

Já em novembro de 2016, Álvaro Beijinha tinha participado, integrado numa comitiva da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral (CIMAL), numa reunião com o secretário de Estado da Saúde em que manifestou “preocupação” em relação ao “serviço de urgência e tempo de espera dos utentes", causada “principalmente pela falta de médicos”.

O presidente do município de Santiago do Cacém alegou ainda, no documento enviado à Agência Lusa, que a ULSLA é “subfinanciada em relação a outras regiões do país”, com o “segundo rácio mais baixo de financiamento por habitante” a nível nacional.

A Agência Lusa contactou a administração da ULSLA, que não prestou esclarecimentos sobre a situação até ao momento.

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