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Lino Gonçalves: “É um ensino muito vocacionado para a prática e isso faz toda a diferença!”
DATA
13/10/2017 10:36:36
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Jornal Médico
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Lino Gonçalves: “É um ensino muito vocacionado para a prática e isso faz toda a diferença!”

O Portugal Clinical Scholars Research Training é uma receita que conta com os melhores ingredientes: reputados especialistas da Universidade de Harvard que consigo trazem o conhecimento e a experiência necessários a uma formação de excelência que está a formar a geração de investigadores clínicos portugueses de amanhã. Na conversa com o Jornal Médico, o codiretor nacional de projeto, Lino Gonçalves, não escondeu a honra em pertencer a um grupo de excelência que, garante, permitirá aos jovens ter “uma melhor preparação para enfrentar os desafios da investigação”, tornando-os “melhores profissionais no futuro”.

Com inscrições abertas até dia 12 de dezembro, esta é sem dúvida uma oportunidade única de aceder a um curso de formação em investigação de topo e a prová-lo estão os números: em 2016, candidataram-se 314 jovens médicos para apenas 30 vagas. Com um programa de excelência, fruto da colaboração entre a Universidade de Harvard e o estado português através da Fundação de Ciência e Tecnologia (FCT): a proposta de formação de dois anos em investigação clínica é competitiva a nível mundial, com toda a qualidade e experiência trazidos diretamente da universidade de Harvard. De acordo com Lino Gonçalves, “o grande objetivo é oferecer aos jovens médicos portugueses a possibilidade de diferenciação para que exerçam, no futuro, uma das vertentes fundamentais para o exercício da medicina: a investigação clínica”. O especialista assume, ao lado de Emília Monteiro, da Universidade Nova de Lisboa, a direção local desta formação.

Dividido em quatro workshops principais em cada ano, conta com a presença de nomes como o de Scott Solomon, uma das figuras maiores da cardiologia moderna atual. No intervalo de cada workshop existem webinars, face to face meetings, trabalhos e projetos com deadlines para cumprir. Acresce a tudo isto uma componente teórica com apresentações e a necessária aplicação prática do conhecimento previamente ministrado, através de exercícios, com recurso a dados reais. “É um ensino muito vocacionado para a prática e isso faz toda a diferença”, defende Lino Gonçalves.

A formação é minuciosa no modo como percorre todos os passos da investigação clínica, desde a formulação da hipótese de investigação, à estruturação do projeto, passando ainda pela análise dos dados obtidos e, claro, pela apresentação em si mesma (oralmente e na redação do artigo). Nem o financiamento dos projetos é esquecido, com ideias práticas sobre como fazer uma aplicação para a sua obtenção num projeto competitivo.

Consciente do efeito da “fuga de cérebros” vivida em Portugal, de onde muitos investigadores e especialistas partem na busca de melhores condições de trabalho, o codiretor nacional deste projeto acredita, contudo que, “muitos deles vão ficar em Portugal e contribuir para a melhoria da Medicina portuguesa com aquilo que aprenderam. Importa também que possam ajudar a geração a seguir à deles para continuar a evoluir e a atingir patamares de excelência”, seguindo nomes como os de Alexandra Gonçalves e Inês Lains, “exemplos entre outros da excelência gerada por este programa”.

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