Jornal Médico Grande Público

Inovação e multidisciplinaridade essenciais no combate às IACS e à RAM

O Auditório Europarque, em Santa Maria da Feira, vai receber, nos próximos dias 26 e 27 de outubro, o 1º Congresso Internacional IACS 2017, dedicado ao debate da problemática das infeções associadas a cuidados de saúde (IACS) e das resistências aos antimicrobianos (RAM). Organizado pela Escola Superior de Enfermagem da Cruz Vermelha Portuguesa de Oliveira de Azeméis (ESEnfCVPOA) – em parceria com o Centro Hospitalar de Entre-o-Douro e Vouga (CHEDV), a Associação Nacional de Controlo da Infeção (ANCI) e a Prologica –, o evento visa ser um “espaço de partilha, formação e networking para todos os profissionais de saúde envolvidos no combate a este enorme problema de saúde pública à escala mundial”, adiantou ao nosso jornal a vice-presidente da ESEnfCVPOA e membro da comissão organizadora do congresso, Fernanda Príncipe.

“Inovação e multidisciplinaridade no controlo de infeção” dá o mote para o 1º Congresso Internacional IACS 2017. De acordo com Fernanda Príncipe, estas “são duas peças essenciais no combate às IACS e à RAM”, problemáticas interligadas entre si, com grande morbilidade e mortalidade e elevados custos associados.

A evidência mostra que as IACS são, em cerca de um terço, evitáveis e, como tal, “precisamos de uma equipa multidisciplinar com todos os todos os profissionais de saúde despertos e com um olhar inovador sobre este problema”, refere a vice-presidente da ESEnfCVPOA. É precisamente nesse “olhar diferente sobre o problema” que reside o principal objetivo do 1º Congresso Internacional IACS 2017, promovido por esta Escola de Enfermagem, com o apoio do CHEDV, da ANCI e da Prologica.

Trabalhar em rede (inclusive a nível internacional) é outra das necessidades identificadas neste contexto das IACS e da RAM, a que este evento pretende responder. Um dos momentos altos do programa consiste numa reunião de peritos (apenas por convite) onde se debaterão novas estratégias para a formação dos observadores da adesão à higiene das mãos. Porque, “ainda que esta seja uma das medidas mais básicas, de baixo custo e com evidência consolidada no controlo da infeção, esta cultura ainda não está devidamente enraizada e a adesão a esta medida continua a apresentar falhas”, explica Fernanda Príncipe, justificando, desta forma, a aposta do Congresso em dinâmicas formativas inovadoras e diferentes.

No que concerne à inovação, a responsável salienta a importância da utilização de novas tecnologias no combate às IACS e à RAM. “Não só permitem respostas mais céleres, como potenciam o olhar humano sobre esta problemática, com maior objetividade e menor margem de erro”, sublinha.

Numa mensagem aos participantes do 1º Congresso Internacional IACS 2017, Fernanda Príncipe diz esperar que o evento possa constituir uma oportunidade para aprofundamento de conhecimentos, ser um momento de formação privilegiado, bem como um espaço de partilha e de networking.

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