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Ordem dos Médicos recomenda revisão do processo de aquisição de medicamentos nos Açores
DATA
06/11/2017 10:48:01
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Ordem dos Médicos recomenda revisão do processo de aquisição de medicamentos nos Açores

A Ordem dos Médicos nos Açores recomendou a elaboração de uma “revisão do processo de aquisição e distribuição de medicamentos” na Unidade de Saúde da ilha de São Miguel para evitar a rutura de fármacos, como aconteceu nos últimos meses.

A recomendação foi divulgada na passada sexta-feira, em comunicado, pela presidente do Conselho Médico da Ordem dos Médicos nos Açores, Isabel Cácio, após uma visita ao Centro de Saúde da Ribeira Grande, onde foram detetadas “ruturas de medicamentos aos doentes institucionalizados” na Unidade de Cuidados Continuados.

“Este contacto permitiu confirmar a alegada rutura de stock de alguns medicamentos e a falha de comunicação entre os diferentes profissionais envolvidos”, refere o mesmo comunicado da Ordem dos Médicos, que aconselha os profissionais de saúde a reportarem todas estas falhas aos superiores hierárquicos e à Ordem dos Médicos, “para evitar responsabilização por eventuais consequências para os doentes”.

A Ordem dos Enfermeiros nos Açores anunciou, na semana passada, que apresentou uma queixa ao Procurador da República contra a Unidade de Saúde da Ilha de São Miguel, devido às “sucessivas e continuadas" ruturas no fornecimento de medicamentos aos doentes daquela unidade de saúde.

A queixa é justificada com o facto de a Ordem dos Enfermeiros ter denunciado o caso junto da administração da Unidade de Saúde da Ilha de São Miguel, que alegadamente não terá feito nada para resolver o problema, e também junto da tutela, que terá garantido que o problema já se encontrava ultrapassado.

A Ordem dos Médicos vem agora explicar que estes casos de ruturas de medicamentos no Centro de Saúde da Ribeira Grande foram, “na maioria dos casos, colmatadas pelo recurso à farmácia do Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, ou pela substituição por "medicamentos similares".

Além de recomendar a revisão do processo de aquisição de medicamentos, a Ordem dos Médicos propõe também que seja definido um circuito de acesso à medicação em situações de rutura, para colmatar eventuais falhas no futuro.

 

Secretário da Saúde admite que é preciso reforçar stocks de medicamentos nos Açores

O secretário regional da Saúde, Rui Luís, admitiu na sexta-feira a necessidade de “reforçar os stocks de medicamentos” nos centros de saúde dos Açores, para evitar novas ruturas de fármacos.

O governante, que falava aos jornalistas após a apresentação do Programa de Recuperação de Listas de Espera Cirúrgica, em Angra do Heroísmo, adiantou que “é preciso perceber o que é que aconteceu” no caso do Centro de Saúde da Ribeira Grande, onde foram detetadas ruturas no fornecimento de fármacos a doentes institucionalizados.

“É preciso reforçar os stocks em cada um dos centros de saúde, para aquela medicação que é mais utilizada”, admitiu o titular da pasta da Saúde no arquipélago, acrescentando que é também necessário “melhorar os níveis de comunicação” entre médicos e enfermeiros, no sentido de “reportar as situações e intervir”.

O governante reconheceu ainda a necessidade de se “aligeirar” procedimentos, de forma a que, em casos de rutura nos stocks das unidades de Saúde, seja possível “recorrer ao hospital mais próximo para substituir essa medicação”.

A Ordem dos Enfermeiros nos Açores apresentou uma queixa ao Procurador da República, contra a Unidade de Saúde da Ilha de São Miguel, devido às “sucessivas e continuadas” ruturas no fornecimento de medicamentos aos doentes daquela unidade de saúde.

A queixa é justificada com o facto de a Ordem dos Enfermeiros ter denunciado o caso junto da administração da Unidade de Saúde da Ilha de São Miguel, que alegadamente não terá feito nada para resolver o problema, e também junto da tutela, que terá garantido que o problema já se encontrava ultrapassado.

Já na sexta-feira, após uma visita ao Centro de Saúde da Ribeira Grande, a Ordem dos Médicos nos Açores veio recomendar uma “revisão do processo de aquisição e distribuição de medicamentos” na Unidade de Saúde da ilha de São Miguel, para evitar a rutura de fármacos, como aconteceu nos últimos meses.

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