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Vinhais oferece transporte gratuito a todos os doentes oncológicos
DATA
14/11/2017 15:31:02
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Vinhais oferece transporte gratuito a todos os doentes oncológicos

O município de Vinhais, no distrito de Bragança, decidiu alargar o transporte gratuito a todos os doentes oncológicos do concelho e a um conjunto mais vasto de unidades hospitalares onde estes têm de se deslocar para realizar tratamentos, divulgou hoje a autarquia.

Para além dos Institutos Portugueses de Oncologia (IPO) do Porto e de Coimbra, os doentes passam a ter transporte para todos os hospitais destas cidades e também para os de Vila Real.

A medida – apresentada pelo presidente Luís Fernandes, e aprovada na reunião camarária de ontem – passa a abranger também todos os doentes oncológicos do concelho transmontano, “independentemente dos seus rendimentos”. A decisão terá efeitos imediatos, adianta o município.

A Câmara Municipal de Vinhais decidiu disponibilizar este apoio depois dos cortes nos transportes de doentes, feitos pelo Governo em 2013, que levaram muitas pessoas a desistir de tratamentos e consultas por dificuldades financeiras. Os doentes do Nordeste Transmontano são obrigados a deslocações de centenas de quilómetros para serem tratados, por na região não existirem respostas nas unidades de saúde.

Outros municípios do distrito de Bragança decidiram colmatar a falta deixada pela medida governamental e disponibilizaram transporte aos doentes dos respetivos concelhos, nomeadamente Alfândega da Fé, Freixo de Espada à Cinta, Mogadouro e mais recentemente Carrazeda de Ansiães.

O presidente da Câmara de Vinhais, Luís Fernandes, disse hoje à Lusa que, desde 2014, a autarquia já apoia “à volta de 110” doentes oncológicos. Inicialmente, o transporte era feito duas vezes por semana. Atualmente “é praticamente todos os dias”, como indicou o autarca. A autarquia procura articular-se, como explicou, com os hospitais, para que os doentes possam, sempre que possível, ser atendidos de maneira a que as deslocações sirvam o maior número possível.

Para este serviço gratuito, a autarquia disponibilizou uma carrinha de nove lugares, para os dias em que é preciso transportar mais doentes, e uma viatura de cinco lugares, quando o número é mais reduzido. Tanto as viaturas como os motoristas são do município que, como disse o presidente, tem um custo anual a rondar os “12 mil a 15 mil euros” com este serviço.

O autarca socialista afirmou que “o que mais interessa, neste momento, é resolver o problema das pessoas". Contudo entende que a questão de o Governo central voltar a assumir o custo do transporte destes doentes “é um assunto que, a seu tempo”, deve ser colocado.

“Fará todo o sentido ser o Governo central a assumir o transporte”, considerou, defendendo que esta questão deverá ser colocada ao nível da Comunidade Intermunicipal (CIM) Terras de Trás-os-Montes, que se encontra em processo de reorganização, na sequência das eleições Autárquicas de outubro.

 

 

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