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Ordens da saúde aprovam taxa do sal, mas querem medidas adicionais
DATA
22/11/2017 10:35:51
AUTOR
Jornal Médico
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Ordens da saúde aprovam taxa do sal, mas querem medidas adicionais

As ordens profissionais da saúde aprovam a taxa sobre produtos com elevado teor de sal, mas querem medidas adicionais de promoção da alimentação saudável.

No documento enviado à Assembleia da República, e ao qual o Jornal Médico teve acesso, as Ordens dos Médicos, dos Enfermeiros, dos Nutricionistas, dos Farmacêuticos e dos Dentistas mostram-se favoráveis à aplicação de medidas de limitação do sal nos alimentos, à semelhança daquilo que foi proposto no Orçamento do Estado para 2018,

Lembrando que “as doenças crónicas não transmissíveis são responsáveis por cerca de 80% da mortalidade da Europa, sendo as doenças do aparelho circulatório a maior causa de morte prematura, seguida pelo cancro”, os autores documento sublinham que esta realidade também se verifica em Portugal, não esquecendo o seu peso social, bem como das doenças oncológicas, o qual “tem vindo a crescer fazendo com que o crescimento significativo da despesa terapêutica esteja a colocar um stress adicional financeiro sobre o SNS colocando em risco a sua sustentabilidade”.

Sob consciência de que “a população adulta portuguesa em média consome mais de o dobro do sal recomendado”, excesso verificados nas crianças e jovens, os subscritores do documento entendem que “o sal deverá ser uma das prioridades nacionais de diminuição de consumo”. “A redução do consumo de sal pela população é considera pela OMS como um ‘best buy’ na sua relação custo-efetividade”, pode ler-se no mesmo documento.

Para que haja um verdadeiro e total benefício das medidas tomadas pelo Governo, é preciso que “o impacto da taxação ou subsidiação nos alimentos seja analisado do ponto de vista económico, tendo em consideração os ganhos em saúde, a poupança nos custos de serviço de saúde e a redução das desigualdades sociais”.

Por fim, o mesmo documento faz notar que “a indústria alimentar tem um papel fundamental a desempenhar na estratégia para reduzir a ingestão de sal na população. Muitos produtos terão que ser reformulados, o que será uma tarefa desafiante, na medida em que o sal altera significativamente as propriedades dos alimentos, especialmente o gosto, a textura e a aparência, no entanto, existem profissionais de saúde como nutricionistas e vários documentos orientadores que auxiliam a reformulação de produtos nesse sentido”.

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