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Deslocalização para o Porto é surpresa para o próprio Infarmed
DATA
22/11/2017 12:13:35
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Deslocalização para o Porto é surpresa para o próprio Infarmed

O jornal Público avançou na sua edição online com a notícia de que tanto o conselho diretivo como os colaboradores da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) foram apanhados de surpresa com a informação dada pelo ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, em consonância com o presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, durante o dia de ontem.

A Comissão de Trabalhadores realizou nesta quarta-feira, pelas 10:30 horas, um plenário para discutir a decisão entre o conselho diretivo e os cerca de 350 trabalhadores da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) só souberam nesta terça-feira que a sede deste instituto público ia mudar de Lisboa para o Porto. Ou seja, no mesmo dia em que o ministro da Saúde e o presidente da Câmara Municipal do Porto o anunciaram publicamente.

A mudança está agendada para janeiro de 2019. O polo em Lisboa deverá ser mantido. Além disto, nada mais se sabe. A comissão de trabalhadores tem um plenário marcado para esta quarta-feira.

A presidente do Infarmed, Maria do Céu Machado, garante ter ficado a saber da decisão esta manhã, quando o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, lhe ligou a dar a informação. “A ideia é ter dois polos, um em Lisboa e outro no Porto. Agora temos de começar a pensar como nos vamos organizar. O volume de negócios do Infarmed e o nível de competência que tem não permite que, de repente, uma agência destas mude de uma cidade para outra. Não poderão ser feitas grandes divisões porque as pessoas trabalham em conjunto”, afirmou.

Segundo noticia o mesmo jornal, esta afirmação é diferente daquela que foi apresentada pelo por Rui Moreira na conferência de imprensa em que anunciou a surpreendente decisão, conhecida apenas um dia depois de a cidade ter perdido a corrida para acolher a sede da Agência Europeia do Medicamento. Nas palavras do autarca, a sede e “parte significativa” dos serviços do Infarmed vão ser transferidos da capital para o Porto e que Lisboa ficará com “uma delegação”. Também o ministro da tutela adiantou que, no espaço de dois a três anos, cerca de 70% dos recursos do Infarmed estarão instalados no Porto.

O mesmo jornal refere ainda que, quando questionada sobre que justificação tinha sido apresentada para esta decisão, Maria do Céu Machada mencionou não lhe ter sido dada nenhuma. “Sei que a administração pública está muito centralizada em Lisboa e obviamente que vem no contexto da candidatura da cidade do Porto à Agência Europeia do Medicamento. Houve muito trabalho da câmara do Porto. O ministro viu isto como uma possível descentralização”, afirmou.

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