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Bastonário da Ordem dos Médicos defende encerramento de unidade hospitalar no Funchal
DATA
14/12/2017 10:44:37
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Jornal Médico
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Bastonário da Ordem dos Médicos defende encerramento de unidade hospitalar no Funchal

O bastonário da Ordem dos Médicos defendeu que o hospital dos Marmeleiros no Funchal já devia ter encerrado, pois não oferece segurança, e que o Governo Regional da Madeira devia investir mais na Saúde.

Miguel Guimarães está hoje na Madeira para contactos com o secretário Regional da Saúde, Pedro Ramos, e para visitar algumas estruturas hospitalares públicas e privadas.

“Os madeirenses neste momento têm um problema sério. O hospital dos Marmeleiros já devia ter encerrado há muito tempo, não é um hospital que ofereça condições de segurança e de trabalho”, afirmou.

Esta estrutura está em avançado estado de degradação e congrega uma unidade de internamento de longa duração que acolhe, presentemente, 202 utentes em diferentes valências, como Infeciologia, Medicina Interna ou Pneumologia.

Integrado nesta unidade está a Rede Regional de Cuidados Continuados Integrados – constituída por serviços de apoio ao domicílio e de internamento de curta, média e longa duração, que prestam conjuntamente cuidados de saúde e de apoio social, com uma taxa de ocupação de 100%.

Para além dos Marmeleiros, o bastonário apontou problemas de ordem estrutural no hospital central Dr. Nélio Mendonça, que não permitem dar uma resposta adequada em termos de saúde.

“Vou dizer ao dr. Pedro Ramos que é preciso investir mais na saúde, porque não é possível continuar a oferecer cuidados de saúde de qualidade sem haver mais investimento”, disse.

No caso concreto da Madeira, Miguel Guimarães considera que o hospital Dr. Nélio Mendonça devia funcionar como um hospital polivalente, tal como acontece com alguns grandes hospitais no continente.

Para o bastonário, tal significa que “a estrutura tem de ter capacidade de reposta para que os madeirenses possam ter acesso a cuidados de saúde qualificados e, neste momento, existem muitas deficiências, mesmo a nível global, que não podem ser colmatadas de forma fácil”.

Na sua opinião, tal obriga a aumentar “a capacidade de formação de médicos na Madeira”, mas, ao mesmo tempo, a corrigir algumas das falhas que inclusivamente “os colégios da especialidade” já detetaram durante as visitas que fizeram.

Recordou, também, que em 2016 o número de vagas disponibilizadas para a Madeira, em várias especialidades foi, provavelmente, “o maior de sempre na região”.

Miguel Guimarães garante que perante os factos “a construção do novo hospital de que já se fala há muitos anos, é uma urgência”.

O bastonário apontou ainda o “problema muito sério” na área da Psiquiatria na região, dado que a Madeira tem atualmente apenas um psiquiatra nos serviços públicos, apesar de estar para breve a contratação de mais um profissional.

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