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Ministro da Saúde diz que desde 2014 foram contratados 7.500 profissionais
DATA
20/12/2017 12:10:18
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Ministro da Saúde diz que desde 2014 foram contratados 7.500 profissionais

O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, afirmou que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) nunca teve tantos médicos especialistas colocados em todo o país, e que foram contratados 7.500 profissionais de saúde desde 2014.

“Quero chamar a atenção para o facto de que nunca o SNS teve tantos médicos especialistas colocados em todo o país. O exemplo de Sintra é um bom exemplo, mas no interior do país, por todo o território continental, nós temos mais médicos colocados”, declarou o ministro na inauguração do novo Centro de Saúde de Queluz, em funcionamento desde 2 de outubro e com cerca de 23 mil utentes.

“Hoje temos em Sintra a maior cobertura de cidadãos com médico de família, o maior número de médicos de família, mas faltam-nos ainda 16 ou 17. Cá estamos até 2019 para continuar a absorver no sistema todos os profissionais qualificados que estejam disponíveis”, assegurou Adalberto Campos Fernandes.

Enfatizou ainda que “o número de profissionais de saúde a emigrar tem vindo a cair”.

O ministro disse que o SNS possui hoje “mais 7.500 profissionais” do que em 2014, mas considerou que o aumento “não é suficiente” e o ministério continuará a trabalhar para aumentar o número de médicos e outros profissionais “num quadro de respeito pelo exercício global do país”.

“Sem contas públicas equilibradas, não há serviços públicos de qualidade, e não há funções sociais que sejam garantidas”, frisou.

Segundo adiantou uma fonte oficial do Ministério da Saúde, de acordo com os dados até 14 de dezembro, o SNS tem contratados 5.541 médicos de família.

O presidente da Câmara de Sintra sublinhou que o agrupamento de centros de saúde  do concelho possui 422 mil pessoas inscritas e que “há bem pouco tempo faltavam mais de 60 médicos de família e agora são 16”.

“Há um progresso notável que se tem vindo a fazer”, elogiou Basílio Horta (PS), acrescentando ser preciso criar condições para que os profissionais aceitem trabalhar nos centros de saúde do concelho.

Questionado sobre a necessidade de aumentar a fiscalização a instituições como a Raríssimas, Adalberto Campos Fernandes pediu para não se confundir “a árvore com a floresta”.

“Não confundamos comportamentos individuais, ou dos agentes, com aquilo que é a missão especial, de mérito social, de instituições como a Raríssimas, que têm servido ao longo dos últimos anos famílias que precisam daquele tipo de apoios”, vincou o ministro.

O governante defendeu que se deve “pensar nas crianças e nas famílias” e que, apesar do caso “muito negativo” de alegadas irregularidades na Raríssimas, “o setor social e as IPSS têm sido fundamentais nos últimos anos, nas últimas décadas para ajudar os portugueses que mais precisam”.

Em relação ao processo de mudança da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) para o Porto, o ministro disse apenas que, na altura própria, “o governo tomará em devida consideração aquilo que forem as recomendações do grupo de trabalho” criado para avaliar a transferência.

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