O ministro e a diretora-geral da Saúde manifestaram hoje pesar pela morte do diretor do Programa Nacional para a Saúde Mental, Álvaro Carvalho, e apresentaram condolências à família.
O psiquiatra Álvaro de Carvalho, de 69 anos, morreu na quinta-feira, vítima de cancro, confirmou hoje a Direção-Geral da Saúde (DGS).
Em comunicado, Adalberto Campos Fernandes e Graça Freitas dizem lamentar “a perda de uma personalidade de referência no panorama da psiquiatria e saúde mental a nível nacional e internacional”.
Álvaro Carvalho dirigia o Programa Nacional para a Saúde Mental da DGS. Era mestre em saúde mental e psiquiatria e docente da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa.
Licenciado em Medicina em 1974 pela Faculdade de Medicina de Lisboa, especializou-se em psiquiatria em 1980. Foi diretor do departamento de psiquiatria e saúde mental do Hospital de S. Francisco Xavier e médico coordenador da Casa Pia de Lisboa (2002 a 2008), tendo acompanhado as vítimas do processo de pedofilia da instituição.
“Importa realçar a excelência das competências profissionais a que sempre se associaram a qualidade das características humanas”, diz-se no comunicado, no qual se recorda que o psiquiatra “foi um dos construtores do Serviço Nacional de Saúde”.
Foi no seu mandato como diretor de Serviços de Psiquiatria e Saúde Mental da Direção-Geral da Saúde, entre fevereiro de 1996 e outubro de 2000, que foi aprovada a Lei de Saúde Mental, legislação de referência para o setor, lê-se também na nota divulgada pelo Ministério da Saúde.