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Ministro da Saúde: ADSE está a “apertar a malha de escrutínio”
DATA
25/01/2018 10:43:54
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Ministro da Saúde: ADSE está a “apertar a malha de escrutínio”

O ministro da Saúde considera que as negociações das novas tabelas da ADSE servem para tentar garantir que o dinheiro dos seus beneficiários é bem utilizado.

“A ADSE está a apertar a malha de escrutínio e a garantir que o dinheiro dos beneficiários não é mal utilizado”, afirmou Adalberto Campos Fernandes durante a comissão parlamentar de Saúde onde esteve presente ontem, considerando normal que haja reações adversas quando se tenta negociar e proteger os beneficiários.

À saída da comissão parlamentar de Saúde, o ministro disse aos jornalistas que tem informação de que o diálogo entre a ADSE e os hospitais privados está “a decorrer bem”, de acordo com o que lhe foi transmitido pelo presidente do subsistema dos funcionários públicos.

Adalberto Campos Fernandes mostrou-se ainda convicto de que, até ao final da semana, esteja fechado um entendimento entre as partes.

As novas tabelas de preços que a ADSE apresentou ao setor privado e que deverá entrar em vigor a 1 de março têm motivado fortes críticas deste setor, tendo a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada considerado que os valores propostos representam “perdas incomportáveis” para os privados e podem pôr em causa o acesso dos beneficiários aos cuidados de saúde.

A nova tabela proposta também mereceu contestação dos médicos e dos dentistas.

Segundo disse o bastonário da Ordem dos Médicos, são “absolutamente escandalosos” os preços que a ADSE paga por alguns atos médicos, que muitas vezes não chegam sequer para as despesas do material usado em exames.

Miguel Guimarães acrescentou ainda que tem recebido, de forma reiterada, queixas sobre os preços pagos pela ADSE, reclamações que chegam sobretudo da medicina privada.

Por seu lado, a Ordem dos Médicos Dentistas pediu aos profissionais que ponderem acabar com o acordo com a ADSE caso se mantenha a proposta das novas tabelas de preços, que o bastonário considera “absolutamente incompatíveis com tratamentos de qualidade”.

Na terça-feira, o presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares considerou que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem capacidade para assegurar os cuidados prestados pelos privados para a ADSE, desde que com o mesmo financiamento.

“Se derem ao SNS o financiamento que está a ser utilizado para a prestação de bens e serviços no setor privado, naturalmente o SNS teria capacidade de garantir esta prestação de cuidados”, disse Alexandre Lourenço em entrevista à agência Lusa.

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