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Médicos dizem que ranking não reflete a degradação atual da saúde em Portugal
DATA
30/01/2018 10:49:54
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Médicos dizem que ranking não reflete a degradação atual da saúde em Portugal

A Ordem dos Médicos (OM) considerou que o ranking europeu sobre saúde ontem divulgado não traduz a situação atual dos serviços em Portugal, entendendo que a degradação tem sido contínua.

O bastonário da OM disse à Lusa que o Euro Health Consumer Index se baseia em dados nacionais de anos diversos, incluindo 2013, 2014 e 2015.

“Não traduz exatamente a situação atual, que se tem vindo a degradar ao longo dos anos, que não tem parado de degradar-se”, afirmou Miguel Guimarães.

Segundo o ranking europeu, Portugal manteve em 2017 o 14.º lugar melhorando em alguns indicadores, como a espera nas urgências e a saúde oral.

O bastonário assume que o 14.º lugar é uma posição favorável e considera que ela se deve em grande parte à qualidade da formação médica em Portugal, alertando, contudo, que há vários indicadores negativos.

Miguel Guimarães manifestou-se preocupado com o que considera serem resultados negativos de Portugal no acesso aos cuidados de saúde, na área da prevenção e nos produtos farmacêuticos ou acesso a medicação inovadora.

“São três áreas nobres. Sobretudo, o acesso em tempo útil, que é a principal dimensão da saúde. E nós aqui temos limitações. Nós tempos de facto dificuldades no acesso. Ninguém tem dúvidas de que a questão do acesso se tem agravado ao longo dos últimos anos. Não é uma questão exclusiva deste governo nem do anterior”, frisou.

Na área da prevenção, Miguel Guimarães lembrou que Portugal investe apenas cerca de 1% do seu orçamento de saúde em cuidados preventivos, considerando que tem de passar a ser uma aposta mais forte.

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