No contexto do Dia Mundial do Doente, celebrado no próximo dia 11, a Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR) alerta para a conjuntura das doenças reumáticas em Portugal, “numa tentativa de construir um sistema de saúde em que todo o doente reumático possa ser seguido por um reumatologista”.
“Doentes por tratar, diagnósticos por fazer, sintomas por reconhecer, patologias por diagnosticar. Este é o cenário da doença reumática em Portugal – as doenças reumáticas podem tornar-se incapacitantes, e ainda são subdiagnosticadas”, afirmou a SPR em comunicado.
Defendeu, ainda, a necessidade de todos os doentes reumáticos serem seguidos por um reumatologista, “tendo a possibilidade de ter um diagnóstico precoce e acesso a tratamento correto e atempado, de forma a minimizar a perda de qualidade de vida associada a estas doenças”.
“Embora as doenças reumáticas afetem 56% da população do nosso país, ainda são encontradas sérias dificuldades no que diz respeito ao acesso à especialidade, o que se traduz em muitos casos de doentes não diagnosticados e, consequentemente, não medicados, ou seja, doentes que não estão a ser tratados e acompanhados”, apontou a SPR.
Simultaneamente, o problema de os doentes não reconhecerem os sintomas, conduz a que esta doença represente a primeira causa de invalidez e de reforma antecipada, sendo este “o cenário que deverá ser alterado e pelo qual a SPR tem lutado junto da tutela e organizações de saúde”, pode ler-se na nota emitida.
“É importante que estas doenças sejam diagnosticadas o mais precocemente possível dado que, quando assim não acontece, podem deixar o doente com incapacidade grave”, defendeu o presidente da SPR, José Canas da Silva, acrescentando que “é urgente que se construa uma rede de referenciação organizada e que funcione corretamente, ao mesmo tempo que é preciso que a reumatologia seja, de uma vez por todas, reconhecida como a especialidade que trata as doenças reumáticas”.