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SPMI: Doente no centro deve passar de “cliché a imperativo prioritário”
DATA
07/02/2018 16:16:58
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Jornal Médico
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SPMI: Doente no centro deve passar de “cliché a imperativo prioritário”

Colocar as necessidades dos doentes no centro do sistema de saúde deve deixar de ser “um mero cliché” para se tornar “um imperativo prioritário”. A exigência parte da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), que sustenta que esta prioridade significa “facilidade no acesso aos cuidados de saúde e modelos de organização que privilegiem o tratamento integral do doente”.

Em comunicado, o secretário-geral da SPMI e diretor do Serviço de Medicina do Centro Hospitalar do Porto, João Araújo Correia, refere que “o passo crucial é o estabelecimento de um diálogo fluido entre o médico hospitalar e o do centro de saúde, porque sem isso tudo o resto fica comprometido”.

A propósito do Dia Mundial do Doente, que se assinala no próximo dia 11 de fevereiro, o especialista considerou que embora os dados referentes ao primeiro semestre do ano passado contabilizem “mais de 32 mil reclamações na área da saúde”, o que configura “um aumento de 10,9% face a igual período do ano anterior”, este fenómeno pode “refletir a maior transparência do sistema, em que os utentes têm de facto acesso a um grande conjunto de informações que antes lhes eram negadas”. João Araújo Correia aponta, ainda, o aumento da exigência que acompanha a evolução socioeconómica da sociedade”, para explicar o crescimento do número de reclamações.

Relativamente aos “principais motivos de queixa” estarem relacionados com a “qualidade da informação disponibilizada e a delicadeza/urbanidade do pessoal clínico”, o secretário-geral da SPMI considera que “é sempre possível melhorar, nomeadamente na área da comunicação entre médicos e doentes”, apontando que é necessário criar uma maior aproximação com o doente, e permitir que este participe “mais nas decisões de diagnóstico e terapêutica”.

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