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Sal: planta salicórnia pode ser alternativa “mais saudável”
DATA
08/02/2018 15:57:13
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Sal: planta salicórnia pode ser alternativa “mais saudável”

Uma investigadora portuguesa desenvolveu um processo que permite retirar o cloreto de sódio da planta salicórnia, tornando-a “mais saudável” e criando assim uma alternativa ao sal.

“Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os acidentes vasculares cerebrais (AVC) são causados, na sua maioria, por excesso de cloreto de sódio no sangue, sendo esta a maior causa de morte a nível global”, disse a responsável pelo projeto Sal Verde, Marisa Ribeirinho.

Até 2017, “registou-se na Europa uma percentagem de 27,5% de mortes por AVC”, continuou a investigadora, que começou a trabalhar com a salicórnia, conhecida por sal verde ou espargo do mar, devido à semelhança aos espargos verdes, em 2013, quando a planta “não era muito conhecida em Portugal”.

Em declarações à Lusa, Marisa Ribeirinho contou que o processo desenvolvido permite igualmente produzir a salicórnia durante todo o ano, contornando assim a questão da sazonalidade da planta, que só está disponível no meio natural entre abril e setembro.

Com esta solução, o crescimento da planta não sofre interferências externas, demorando cerca de 15 dias a ser replicada, explicou.

“A salicórnia, que tem propriedades medicinais já descritas – antitumoral, diurética e antioxidante – pode ser utilizada como condimento, devido ao seu sabor muito peculiar, que se assemelha a maresia”, referiu.

A ideia para este projeto surgiu no âmbito do relatório de estágio da licenciatura de Marisa Ribeirinho em Genética e Biotecnologia, na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). Posteriormente seguiu para o mestrado em Biologia Clínica Laboratorial, encontrando-se agora a tirar um doutoramento, cujo foco é a transformação e a aplicação da salicórnia nas áreas farmacêutica e da alimentação.

O projeto conta ainda com Carla Teixeira e Tiago Marques, responsáveis pelas candidaturas a fundos, financiamentos e concursos.

Com o Sal Verde, a equipa participou no BIOTECH_agrifood INNOVATION, um programa de pré-aceleração criado pela Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto (ESB-UCP), com o apoio da associação Portugal Foods e da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE). Este programa tem como objetivo selecionar ideias inovadoras para o setor agroalimentar e apoiar a sua transformação em projetos de negócio.

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