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Enfarte agudo do miocárdio: Portugueses mais conscientes
DATA
14/02/2018 11:53:32
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Enfarte agudo do miocárdio: Portugueses mais conscientes

A maioria dos portugueses está familiarizada com os fatores de risco, sintomas e tratamento de enfarte agudo do miocárdio (EAM), no entanto, ainda há muitas pessoas a desvalorizar a diabetes como fator de risco associado a esta doença.

Para assinalar o Dia Nacional do Doente Coronário, que se comemora hoje, a iniciativa Stent Save a Life acaba de divulgar as principais conclusões de um estudo elaborado em Portugal sobre o EAM.

“De acordo com os últimos dados, recolhidos em 2012, mais de dois terços da população não conhecia os sintomas de EAM e apenas um terço dos doentes utilizava o 112 para ser encaminhado para um hospital e receber a assistência médica mais adequada”, explica a Stent Save a Life em comunicado, acrescentando que, “atualmente, pode dizer-se que aumentou o conhecimento das pessoas e que, dos 1.044 indivíduos inquiridos neste novo estudo, 95% associaram a “dor no peito” a esta doença, contrariando os 85% obtidos em 2012”.

Além disto, o estudo deu a conhecer “que cerca de dois em cada três inquiridos, face aos sintomas típicos de EAM, os identificava com esta patologia” e, ainda, que a maioria (96%) tem consciência de que se trata de “uma doença extremamente grave, que necessita de tratamento imediato”.

“Quando questionados sobre o que fariam na presença de um sinal ou sintoma de EAM, mais de metade dos inquiridos (57%) afirmou que ligar para o 112 seria a primeira opção”, sendo que “ir para uma urgência hospitalar seria a prática comum para 27% dos inquiridos”, o que, de acordo com o cardiologista e coordenador da Stent Save a Life na Europa, Hélder Pereira, “está alinhado com aquilo que na prática os portugueses efetuam”.

Já no que respeita aos fatores de risco, o estudo apurou que 92% dos inquiridos os considera evitáveis, considerando o excesso de peso como o fator principal, notando-se aqui uma “desvalorização da Diabetes Mellitus como fator de risco para a doença coronária”, pode ler-se na mesma nota.

A principal conclusão, afirma a Stent Save a Life, é que “a maioria dos inquiridos demonstrou ter um bom conhecimento sobre a fisiopatologia deste tipo de enfarte”.

“O conceito de EAM já é do conhecimento generalizado dos portugueses, que relacionam a doença a problemas das artérias do coração”, afirmou Hélder Pereira após analisar os resultados, salientando que, apesar dos bons resultados, ainda há coisas a melhorar, entre elas a valorização da diabetes como fato de risco e a sensibilização da população para ligar para o 112 na presença de sintomas.

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