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Jerónimo diz que CDS “devia prestar contas” por votar contra fim de taxas na Saúde
DATA
12/03/2018 10:42:48
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Jerónimo diz que CDS “devia prestar contas” por votar contra fim de taxas na Saúde

O secretário-geral do PCP disse que o CDS, que “bateu com a mão no peito em relação à saúde”, devia “prestar contas” por votar contra fim das taxas moderadoras e acompanhamento de doentes não urgentes.

“Estávamos a ouvir, no congresso, o CDS a bater com a mão no peito em relação à saúde. Pois devia prestar contas, porque votou contra o fim das taxas moderadoras e acompanhamento dos doentes não urgentes”, afirmou Jerónimo de Sousa durante o comício comemorativo do 97.º aniversário do PCP, referindo-se ao congresso dos centristas que terminou ontem.

O secretário-geral criticou ainda os CTT por “fecharem balcões, desinvestirem e sugarem as reservas da empresa”, anunciando depois, como fizeram esta semana, que “vão distribuir aos seus acionistas dividendos que são mais do dobro do lucro obtido em 2017”.

Para Jerónimo de Sousa, “os setores estratégicos da economia estão hoje dominados pelos monopólios, nacionais e sobretudo estrangeiros e são cada vez mais preocupantes e escandalosas as suas práticas com consequências graves na vida das populações.

O comunista alertou ainda para a “situação vivida no Serviço Nacional de Saúde (SNS), cuja gravidade exige uma imediata intervenção para dotar os serviços dos meios necessários para assegurar o direito à saúde dos portugueses”.

Lembrando ter sido por isso que o PCP apresentou um Plano de Emergência para o SNS que esteve em debate na sexta-feira na Assembleia da República, Jerónimo de Sousa criticou o PS por, “mais uma vez”, “convergir com as opções do PSD e do CDS”.

Para Jerónimo de Sousa, o PS optou “por soluções que favorecem o negócio privado da saúde, com o seu apego à manutenção das Parcerias Público-Privadas”.

O secretário-geral lamentou, em concreto, que “as propostas de revogação das taxas moderadoras e a reposição do direito ao transporte dos doentes não urgentes não tenham sido aprovadas”.

Segundo o comunista, o plano apresentado, que “viu algumas das suas medidas mais importantes aprovadas”, contempla “a necessidade de um reforço do investimento para a requalificação e construção de centros de saúde e hospitais, a substituição e renovação de equipamentos, a contratação de profissionais de todas as categorias”, assim como “a atribuição de um médico de família e enfermeiros a todos os utentes e a redução dos tempos de espera para consultas e cirurgias”.

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