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DGS: Sobem para 117 os casos suspeitos de sarampo
DATA
19/03/2018 12:21:33
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DGS: Sobem para 117 os casos suspeitos de sarampo

O número de casos suspeitos de sarampo em Portugal subiu para 117, segundo avançou à Rádio Renascença (RR) a diretora-geral de saúde, Graça Freitas.

De acordo com Graça Freitas, “até domingo às 19 horas” eram “117 os casos suspeitos”.

Quanto ao número de casos confirmados, a responsável adianta que “subiu ligeiramente”, sem avançar com o número concreto.

Os últimos números conhecidos apontam para 36 casos confirmados no Norte do País.

“Sabemos estes dados, porque os médicos ao diagnosticarem, notificam [os casos] numa plataforma nacional. Posteriormente, caso as suspeitas se confirmem, o laboratório do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) também notifica nessa plataforma”, explicou Graça Freitas.

Os últimos casos suspeitos conhecidos surgiram em Coimbra e Braga e estão todos relacionados com o surto que começou no Hospital de Santo António, no Porto, avança a RR. Por precaução, todos os profissionais de saúde do hospital de Braga vão ser vacinados contra o sarampo.

O último boletim emitido pela Direção Geral da Saúde (DGS), no domingo ao final do dia, indicava que o número de casos de sarampo confirmados em Portugal, na região Norte, era de 36, num universo de 87 casos suspeitos. Um comunicado divulgado pela DGS referia que até às 18 horas de domingo tinham sido reportados, na região Norte, 87 casos suspeitos de sarampo, a maioria dos quais com ligação ao Hospital de Santo António, no Porto.

"Dos 87 casos reportados, 36 foram confirmados laboratorialmente pelo INSA e 25 foram infirmados; os restantes 26 casos aguardam resultado laboratorial", segundo o comunicado, que indicava ainda que "todos os casos reportados são adultos, estando um internado em situação clínica estável".

Ainda segundo o último comunicado divulgado pela DGS, até às 12 horas de domingo foram administradas 890 doses de vacina VASPR (sarampo, papeira e rubéola) a profissionais do Hospital de Santo António.

No comunicado, a DGS recomenda que as pessoas verifiquem os boletins de vacinas e que, caso seja necessário, se vacinem contra o sarampo, recordando tratar-se de “uma das doenças infeciosas mais contagiosas, podendo provocar doença grave, principalmente em pessoas não vacinadas”. No caso de pessoas vacinadas, “a doença pode, eventualmente, surgir, mas com um quadro clínico mais ligeiro e menos contagioso”, enquanto as pessoas que já tiveram sarampo "estão imunizadas e não voltarão a ter".

A DGS aconselha ainda a “quem esteve em contacto com um caso suspeito de sarampo e tem dúvidas” que ligue para a Linha Saúde 24 (número 808 24 24 24).

Menos de dois anos depois de Portugal ser reconhecido oficialmente como estando livre de sarampo, o país depara-se com o terceiro surto da doença no espaço de um ano, depois de dois surtos simultâneos em 2017, que infetaram quase 30 pessoas e levaram à morte de uma jovem de 17 anos.

Saúde Pública

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