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Presidente da Câmara de Gaia alerta para carência de sangue no centro hospitalar
DATA
27/03/2018 10:14:31
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Presidente da Câmara de Gaia alerta para carência de sangue no centro hospitalar

O presidente da câmara de Vila Nova de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, alertou para a carência de dádivas de sangue no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E), apontando que o nível de autossuficiência deste serviço está “longe de ser exequível”.

Num comunicado cujo título é “Câmara alerta para carência de sangue no Hospital de Gaia”, esta autarquia fala das necessidades do CHVNG/E, o qual Eduardo Vítor visitará hoje para fazer uma dádiva de sangue.

“Para se tornar autossuficiente no que se refere ao volume de sangue armazenado para transfusão, o serviço precisa de uma média de 40 colheitas por dia, um valor que ainda está longe de ser exequível”, refere o comunicado.

Já o autarca aponta que com a sua dádiva e com a de outros responsáveis da vereação camarária “pretende mostrar que dar sangue deve ser uma responsabilidade de todos os cidadãos”.

“Se estamos aptos para o fazer, não devemos descartar essa possibilidade. Hoje por alguém que precise, amanhã por nós ou por alguém que nos é próximo. O Hospital de Gaia precisa de mais dadores e sinto que nos compete dar o exemplo”, afirma Eduardo Vítor Rodrigues, citado na nota.

Hoje assinala-se o Dia Nacional do Dador de Sangue, no entanto, a autarquia destaca que “todos os dias são imprescindíveis para promover o valor social e humano da dádiva de sangue”, sublinhando o lema: “Use o poder que lhe corre nas veias e doe sangue”.

De acordo com dados recolhidos pela agência Lusa em agosto do ano passado, o Serviço de Sangue do CHVNG/E foi autossuficiente até 2007, mas agora tem capacidade para 89% das suas necessidades, pedindo 11% ao Instituto Português do Sangue e da Transplantação.

Segundo o diretor de serviço, Manuel Figueiredo, neste intervalo, a unidade hospitalar registou “uma quebra em dádivas de sangue semelhante à que aconteceu em todo o país”, somando-se o facto do tipo de cirurgias que têm sido realizadas desde essa altura “serem mais sofisticadas, o que aumentou a necessidade de utilização de sangue”.

O responsável garantiu que nunca houve necessidade de atrasar cirurgias por falta de sangue, mas frisou a meta da autossuficiência e, a título de exemplo, contou que um doente politraumatizado pode precisar de mais de 30/40 unidades de uma só vez.

Saúde Pública

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