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Ministro das Finanças hoje no parlamento para explicar problemas na Saúde
DATA
11/04/2018 10:01:33
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Ministro das Finanças hoje no parlamento para explicar problemas na Saúde

O ministro das Finanças é hoje ouvido na comissão parlamentar de Saúde, a pedido do PSD, que agendou a audição para discutir dificuldades financeiras no setor, mas com o atendimento pediátrico no Centro Hospitalar de São João (CHSJ) a impor-se.

A audição ao ministro Mário Centeno já tinha sido pedida pelo grupo parlamentar do PSD há um mês, mas na terça-feira o partido confirmou que vai confrontar o titular da pasta das Finanças com as queixas relativas à degradação da qualidade de atendimento do serviço pediátrico no CHSJ, no Porto.

O presidente deste hospital admitiu na terça-feira que as condições do atendimento pediátrico são “indignas” e “miseráveis”, lamentando que a verba para a construção da nova unidade ainda não tenha sido desbloqueada.

“Há um protocolo assinado, temos um projeto pronto para entrar em execução e não temos o dinheiro libertado que torne possível a execução desse projeto”, afirmou António Oliveira e Silva.

O presidente do CHSJ falava aos jornalistas a propósito de queixas de pais de crianças com doenças oncológicas sobre a falta de condições de atendimento dos seus filhos em ambulatório e também na unidade do ‘Joãozinho’, para onde as crianças são encaminhadas quando têm de ser internadas, noticiadas pelo JN.

A comissão parlamentar de Saúde recebe hoje o ministro das Finanças pelas 10h30, e deverá em breve ouvir a administração do CHSJ, tendo na terça-feira o PSD adiantado que pretende também chamar ao parlamento os responsáveis pela gestão do hospital.

Numa pergunta entretanto entregue na Assembleia da República e que tem como destinatário o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, os sociais-democratas questionam diretamente se o Governo tem conhecimento das condições em que estão a ser realizados os tratamentos de quimioterapia pediátricos no CHSJ.

“Que medidas foram já tomadas para impedir a ocorrência dessa flagrante violação dos direitos das crianças com doença oncológica?”, questionam, inquirindo se foram apresentadas justificações ou pedidos de desculpa aos pais das crianças.

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