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Cascais promove carta compromisso e debate papel do cuidador informal
DATA
12/04/2018 10:13:24
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Cascais promove carta compromisso e debate papel do cuidador informal

A carta compromisso ‘Cascais Cuida’ conta com a adesão de três dezenas de entidades da área social, para promover o apoio ao cuidador informal, e será debatida num encontro, na quinta-feira, no auditório da Casa das Histórias Paula Rego.

“O período de adesão ainda continua em aberto, mas há 32 entidades que já aderiram, nomeadamente Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e cinco entidades privadas”, afirmou à Lusa o vereador da Ação Social e Saúde na Câmara de Cascais, Frederico Pinho de Almeida (PSD/CDS-PP).

O autarca explicou que a carta compromisso tem como objetivos conhecer os cuidadores informais, através do levantamento de situações no concelho, e também apostar numa “intervenção” articulada com as instituições, mediante um investimento municipal de 57 mil euros.

Além da criação de “uma bolsa de horas para cuidadores informais”, que lhes permita recorrer a profissionais que os substituam num determinado período, as instituições aderentes poderão receber as pessoas que precisam de cuidados durante alguns dias em caso de necessidade dos seus cuidadores.

A formação dos cuidadores informais, por profissionais no domicílio, bem como uma estratégia de comunicação que valorize o papel de quem cuida, são outros objetivos traçados por Frederico de Almeida.

A carta compromisso, que constitui “um instrumento de orientação e concertação estratégica” no contexto da intervenção do cuidador informal, terá um grupo de acompanhamento que integra a câmara, o agrupamento de centros de saúde (ACES), o Hospital de Cascais, a Escola Superior de Saúde de Alcoitão, a associação Alzheimer Portugal, a cooperativa Cercica e a Santa Casa da Misericórdia.

“Trata-se de um instrumento de política local que se fundamenta na mais-valia da intervenção articulada e em rede para a resposta aos novos desafios que decorrem do aumento da esperança média de vida que em várias situações está associado a incapacidades físicas e psíquicas”, esclareceu uma nota da autarquia.

O documento insere-se no âmbito do Programa Municipal Cascais Cuida, que visa “a definição de medidas que garantam a qualificação da rede de recursos de apoio aos cuidadores informais de pessoas em situação de dependência”.

O Encontro ‘Cascais Cuida’, que decorre na quinta-feira, na Casa das Histórias Paula Rego, será “uma oportunidade de reflexão sobre a relevância do papel do cuidador informal, sobre as suas necessidades, bem como sobre as medidas de política que neste momento estão a ser equacionadas, quer a nível central, quer local”.

“Cuidar não é uma tarefa fácil, determinando uma mudança radical na vida de quem cuida, exigindo a concretização de tarefas complexas, delicadas para cuja execução normalmente o cuidador informal não possui qualquer tipo de formação”, salienta-se na carta compromisso, a que a Lusa teve acesso.

No encontro será apresentado um estudo sobre “custo dos cuidados informais a pessoas idosas na região norte de Portugal” e está previsto um painel dedicado ao “papel das políticas locais no contexto do debate nacional em torno dos cuidadores informais”, com a participação de representantes de vários grupos parlamentares.

O debate, com moderação do vereador Frederico de Almeida, deverá servir “para fazer um ponto da situação do processo legislativo na Assembleia da República relacionado com o cuidador informal” e o autarca espera que a experiência de Cascais possa “contribuir como exemplo” para o plano nacional.

A Câmara de Cascais, com o objetivo de contribuir para a redução da sobrecarga dos cuidadores informais, tem financiado programas de serviço de apoio domiciliário, Centro de Atividades Ocupacionais e Fórum Sócio Ocupacional.

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