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Ministro diz que “boa saúde” do SNS depende de solidez das contas públicas
DATA
17/04/2018 11:11:12
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Ministro diz que “boa saúde” do SNS depende de solidez das contas públicas

O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, afirmou ontem que ninguém terá um bom Serviço Nacional de Saúde (SNS) se as contas públicas do país não apresentarem solidez e garantiu que o Governo não vai iludir os portugueses.

“Nós não estamos aqui para vos iludir, ninguém terá um bom Serviço Nacional de Saúde, ninguém terá um bom sistema educativo, ninguém terá um bom sistema de pensões se o país não estiver sólido nas contas públicas, sólido naquilo que é o seu reconhecimento e reputação internacional”, declarou Adalberto Campos Fernandes.

O governante falava após a inauguração pelo primeiro-ministro, António Costa, das novas instalações das unidades de saúde de Monte Real e Carvide e de Cortes, no concelho de Leiria.

O ministro – que considerou ter “talvez a pasta mais difícil de exercer no conjunto do Governo, porque é aquele que mais toca com a frustração e a ansiedade de cada um dos portugueses” – criticou quem agora critica a política do Executivo. “Aqueles que agora exultam e reclamam contra tudo e contra todos em nome de dificuldades que eles próprios criaram, que não se iludam, porque nós não cederemos naquilo que é a ilusão. A pior coisa que se pode fazer a quem mais precisa e pouco tem é iludir essas mesmas pessoas”, acrescentou. Antes, destacou, o país tem “pela frente 113 novos centros de saúde que estão neste momento a ser lançados e construídos”, classificando esta como “a maior renovação desde sempre da rede de cuidados de saúde primários (CSP)”.

“Entrámos em 2015 no Governo com 87% dos portugueses com médico de família (MF), estamos a aproximar dos 96%”, adiantou, reconhecendo que “ainda há portugueses que não têm MF”.

Foi precisamente esta situação que motivou um protesto junto à Unidade de Saúde de Monte Real e Carvide, por cerca de uma dúzia de utentes do Centro de Saúde de Vieira de Leiria, no concelho vizinho da Marinha Grande, que empunhavam cartazes nos quais se lia “Basta de falsas promessas” e “Doentes devem ser tratados com humanidade e não postos na rua ao frio e à chuva”.

Questionado pelos jornalistas sobre a falta de 18 MF no concelho de Leiria, Adalberto Campos Fernandes justificou-se com os concursos: “Abrimos os concursos mas, infelizmente, ou porque os médicos não são em quantidade, ou porque não querem ficar nos locais, não é possível colocar estes profissionais”.

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