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Bastonário da OM apoia médicos em greve
DATA
03/05/2018 11:52:04
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Bastonário da OM apoia médicos em greve

O bastonário da Ordem dos Médicos (OM) garantiu que vai apoiar os médicos que decidirem aderir à greve de três dias, que terá início já na próxima terça-feira, dia 8 de maio.

Em declarações à agência Lusa, o bastonário da OM, Miguel Guimarães, afirmou que os médicos são “consensuais” e que existem várias motivações para avançarem com a greve.

“Foram debatidas várias questões importantes. Todos estiveram de acordo que a greve convocada pelos sindicatos tem muitas motivações, existem várias questões que legitimam os médicos para aderirem à greve, isso foi consensual”, disse.

Embora o bastonário tenha garantido que a OM apoia os médicos nesta greve, salientou que continuam a ser precisas mais medidas, nomeadamente responsabilizar o ministro da Saúde pelos problemas existentes.

“Foram discutidas algumas iniciativas que vão ser implementadas. Para além das denúncias das insuficiências que existem no Serviço Nacional de Saúde (SNS), e que já começaram a ser feitas pela Ordem e Sindicatos, que são muitas, é necessária uma responsabilização do Ministério da Saúde pelas deficiências que existem no SNS”, frisou.

Miguel Guimarães afirmou ainda que não acredita que a greve possa vir a ser desconvocada.

“Eu não acredito que o ministro vá dar alguma coisa, já disse muitas vezes que se ia fazer isto e aquilo e na prática nunca fez. Existe um empurrar de responsabilidades para outro governo e para o ministro das Finanças, que eu não aceito. O ministro da Saúde tem de bater o pé a sério, senão vai embora”, defendeu.

Relativamente à grande adesão à greve, que está a decorrer, dos trabalhadores do setor público da Saúde, o bastonário considera que é um sinal de insatisfação.

“Eu não me lembro, na nossa democracia, de os profissionais de saúde, de uma forma geral, estarem tão descontentes com o que está a acontecer na saúde. Não me lembro de nenhum ministro passar por três greves dos médicos”, concluiu.

Com esta greve, os sindicatos querem uma redução do trabalho suplementar de 200 para 150 horas anuais, uma redução progressiva até 12 horas semanais de trabalho em urgência e uma diminuição gradual das listas de utentes dos médicos de família até 1.500, ao invés dos atuais 1.900 doentes.

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