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Sindicatos médicos explicam motivos da greve aos utentes
DATA
07/05/2018 12:10:00
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Sindicatos médicos explicam motivos da greve aos utentes

Os sindicatos médicos fizeram questão de explicar os motivos da greve de três dias, que será iniciada já amanhã, através de uma nota de imprensa dirigida aos utentes, publicada hoje na imprensa.

“Um dos argumentos do Ministério da Saúde (MS) é que não há dinheiro para implementar as medidas propostas pelos sindicatos. No entanto, (…) gasta 120 milhões de euros com serviços de empresas de trabalho médico temporário, em vez de abrir concursos atempados para a contratação dos médicos especialistas necessários para o Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, pode ler-se no comunicado.

Na mesma nota, os sindicatos explicaram que a greve foi convocada “face à degradação do SNS e das condições de trabalho dos médicos”, lembrando que a paralisação surge “após dois anos de tentativas de negociação, sem resultados, com o MS”.

“Para termos médicos qualificados nos serviços é preciso descongelar as carreiras. Só com mais médicos qualificados é possível formar médicos mais novos. Estes médicos mais novos precisam de ter acesso a vagas no internato médico, para não os deixar sem formação”, recordam.

Os sindicatos frisam ainda que “os médicos sem formação são médicos indiferenciados e sem especialidade médica, o que compromete a qualidade do SNS”. Por sua vez, “com a falta de médicos e de serviços, os doentes esperam horas sem fim para serem atendidos, são adiadas consultas e cirurgias, as maternidades funcionam próximas da rotura, assim como a maior parte dos serviços”, sublinham.

Entre os vários motivos da greve, podem destacar-se a revisão das carreiras médicas e respetivas grelhas salariais, a redução do trabalho suplementar anual, o limite de 12 horas de trabalho semanal em serviço de urgência e o reajustamento das listas de utentes dos médicos de família, de 1.900 para 1.550 utentes.

Recorde-se que a paralisação, que decorre entre terça e quinta-feira, foi convocada pelo Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e conta com o apoio da Ordem dos Médicos (OM).

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