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DGS: Surto de sarampo está controlado
DATA
10/05/2018 12:47:19
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DGS: Surto de sarampo está controlado

O surto de sarampo ligado ao Hospital de Santo António, no Porto, já está controlado. O anúncio foi feito, hoje, pela diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.

“Estamos neste hospital [Santo António] para anunciar que, passado dois meses (…) que soubemos dos primeiros dois casos, que foi possível controlar o surto de sarampo ligado a este hospital”, disse Graça Freitas.

Além disso, a diretora-geral da Saúde afirmou que, até ao momento, existem 111 casos de sarampo confirmados, ligados ao surto na região norte, referindo que “ainda há 24 casos em investigação”.

“Uma ótima notícia é que, apesar de termos tido este surto, de acordo com os critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS), nós vamos continuar a manter o estatuto de país com a doença eliminada, ou seja, um país que, apesar de ter importado casos, ter tido cadeias de transmissão e ter tido um surto com alguma dimensão, foi capaz de o controlar e não tornar a doença outra vez endémica”, sublinhou.

Graça Freitas explicou, também, que o controlo deste surto só foi possível graças ao esforço dos clínicos que deteraram os casos, notificando-os às autoridades de saúde local e regional. 

"A nível nacional, o dispositivo de saúde pública também foi ativado e entre a DGS e o Instituto Ricardo Jorge fizemos a coordenação nacional do surto, e é assim que um surto deve ser abordado, com todos", frisou.

De acordo com a responsável, é possível afirmar que "provavelmente" houve "três cadeias de transmissão diferentes, que coincidiram no espaço e no tempo".

A diretora-geral da Saúde referiu ainda que este surto surgiu "predominantemente em gente muito nova", com uma média de idade de 30 anos, "predominantemente em profissionais de saúde e predominantemente em vacinados", sendo que "80% das pessoas envolvidas como doentes estavam vacinadas e isto acontece em países com um alto sucesso de vacinação".

Outra das conclusões é que há "uma mudança do paradigma epidemiológico e do paradigma desta doença", uma vez que a maioria dos infetados teve "uma sintomatologia muito ligeira e uma baixa capacidade de transmitir [o sarampo]", precisamente por se encontrarem vacinados.

A responsável admitiu que, provavelmente, se pode estar perante "uma nova forma da doença, com uma expressão clínica diferente da do passado", que já se chama internacionalmente como "sarampo modificado".

Dos 111 casos confirmados, 15 registaram-se em profissionais de saúde que não estavam vacinados, referiu, acrescentando que "a grande mensagem a transmitir continua a ser para que as pessoas se vacinem".

Graça Freitas destacou o exemplo da Austrália, que tem um sistema de triagem capaz de identificar os contactos e mencionar quem está em maior risco de contrair a doença, considerando-o um exemplo a seguir.

Questionada sobre a necessidade de mais uma dose de vacina contra o sarampo, Graça Freitas garantiu que, “se houver evidências da necessidade de uma terceira dose, a sua introdução [no Plano Nacional de vacinação] será equacionada”.

 

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