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APDP vai aumentar cirurgias às cataratas para reduzir espera no SNS
DATA
14/05/2018 15:37:27
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APDP vai aumentar cirurgias às cataratas para reduzir espera no SNS

A Associação Protetora dos Diabéticos Portugueses (APDP) vai passar a realizar mais cirurgias às cataratas para ajudar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) a reduzir as listas de espera.

No final da cerimónia que assinalou, hoje, o 92.º aniversário “da associação de doentes mais antiga do mundo”, o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, considerou que a APDP tem as condições necessárias para fazer mais cirurgias às cataratas.

O presidente da APDP, José Manuel Boavida, explicou aos jornalistas que ainda terão de ser feitos acordos com cada Administração Regional de Saúde (ARS) relativamente ao alargamento da cirurgia às cataratas, que deverá responder às necessidades de cada região.

“Se cumprirmos o teto das cirurgias de forma seguida, temos a nossa capacidade esgotada em março e fechamos o bloco”, exemplificou, acrescentando que a associação tem mais capacidade e pode ajudar a reduzir as listas de espera para a cirurgia às cataratas.

José Manuel Boavida relembrou que a diabetes é um dos principais potenciais precursores das cataratas.

Durante a cerimónia o ministro da Saúde anunciou o novo diretor do Programa Nacional para a Diabetes, Diogo Fonseca da Cruz, especialista em medicina interna e atual subdiretor-geral da Saúde.

O Ministério da Saúde estabeleceu com a APDP “um novo compromisso de cooperação” para os próximos cinco anos, consolidando a prestação de cuidados prestados pela associação a utentes do SNS. O compromisso foi assinado pela APDP, as ARS e a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).

O acordo, que deverá ter início em janeiro de 2019 e estender-se até 31 de dezembro de 2023, permite que esta associação continue a prestar cuidados às pessoas com diabetes, desde consultas a tratamentos e exames. Atualmente, a APDP ajuda cerca de 50 mil pessoas com diabetes, uma doença que afeta mais de um milhão de portugueses.

Embora o principal acordo que associação tem firmado seja com a Administração Regional de Lisboa e Vale do Tejo, o novo compromisso pretende ainda “normalizar os acordos” com a região do Alentejo e do Algarve.

Na zona Centro, o novo compromisso de cooperação servirá sobretudo para dar apoio a pessoas das áreas de Castelo Branco e Covilhã, zonas com “grande carência” e com população que tem os familiares essencialmente em Lisboa. Já na zona Norte, o apoio irá incidir fundamentalmente em situações pontuais.

Note-se que cerca de 85% a 90% das pessoas a quem são prestados cuidados na APDP são utentes do SNS. Por dia, a diabetes é diagnosticada em cerca de 200 novos doentes, incidindo sobretudo em doentes com idades compreendidas entre os 20 e os 79 anos (7,7 milhões de indivíduos) é de 13,3%, isto é, mais de um milhão de portugueses.

A este número juntam-se mais de dois milhões de pessoas com pré-diabetes, uma doença crónica com elevada incidência nos subtipos 1 e 2 que, apesar dos múltiplos investimentos ao nível do diagnóstico precoce e dos avanços terapêuticos, continua a representar elevados custos económicos, sociais e humanos.

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