Jornal Médico Grande Público

Greve dos trabalhadores da saúde adiada para 15 de junho
DATA
15/05/2018 11:19:26
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS




Greve dos trabalhadores da saúde adiada para 15 de junho

A greve dos trabalhadores da saúde – excetuando médicos e enfermeiros – dos sindicatos afetos à CGTP foi adiada de 25 de maio para 15 junho, após um acordo com o Governo sobre a carreira geral dos técnicos superiores de saúde.

Segundo adiantou à agência Lusa a coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, Ana Avoila, na reunião ontem realizada com o ministro da Saúde foi alcançado acordo sobre a carreira geral dos assistentes e técnicos superiores de saúde, mas existem outras reivindicações que ainda não foram satisfeitas.

De forma a dar tempo para informar devidamente os interessados do acordo alcançado, que estava a ser negociado desde 2002, a Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública decidiu adiar para 15 de junho a greve de 24 horas inicialmente marcada para 25 de maio.

Ana Avoila explicou que a greve não foi desconvocada, uma vez que persistem questões por resolver pelo Ministério da Saúde, designadamente a criação de uma carreira de técnico auxiliar de saúde, o pagamento do trabalho suplementar aos trabalhadores da saúde e a contratação de pessoal, face à falta de meios humanos neste setor.

Em anteriores declarações, Ana Avoila havia alertado que os técnicos de diagnóstico e terapêutica pretendiam um “aumento geral dos salários” e a abertura de concursos na área da saúde, queixando-se da falta de pessoal, que leva os trabalhadores a “um ritmo de trabalho muito pesado”.

Na altura, a sindicalista reclamou mais investimento nos serviços públicos de saúde, considerando que o anterior Governo (PSD/CDS_PP) “delapidou os serviços” e que o atual Executivo “não tem resolvido nem investido, deixando piorar a situação” na saúde.

No pré-aviso de greve estão abrangidos os trabalhadores, exceto médicos e enfermeiros, que trabalham nos serviços tutelados pelo Ministério da Saúde, como os hospitais, que “sentem forte indignação pela degradação crescente das suas condições de trabalho”.

Os trabalhadores reivindicam a aplicação do horário de trabalho de 35 horas semanais, progressão de carreira, dignificação das carreiras da área da saúde, reforço de recursos humanos, pagamento de horas de trabalho extraordinário, e a aplicação do subsistema de saúde ADSE (para funcionários públicos) a todos os trabalhadores.

Registe-se

news events box

Mais lidas