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CINTESIS: Mais de metade dos jovens sente tristeza e irritação
DATA
15/05/2018 16:44:47
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Jornal Médico
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CINTESIS: Mais de metade dos jovens sente tristeza e irritação

Mais de 54% dos jovens, entre os 14 e os 24 anos, apresentam sintomas psicológicos como tristeza, nervosismo, problemas de sono, irritação e medo pelo menos uma vez por semana. As conclusões são de um estudo observacional transversal realizado por investigadores do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS).

O estudo composto por uma amostra de 746 adolescentes e jovens, publicado na obra “Qualidade de vida e saúde em uma perspetiva interdisciplinar”, tinha como objetivo caracterizar as perceções juvenis acerca da sua própria saúde e as experiências de ocupação dos tempos livres, fora do contexto académico ou laboral.

De acordo com este trabalho, assinado por Paula Rocha, Carlos Franclim e Paulo Santos, a sintomatologia psicológica era “significativamente maior” no género feminino. Nas jovens, o nervosismo foi um dos sintomas em maior destaque, seguindo-se a irritação e os problemas de sono.

Os autores defendem que “a diferença de género na perceção do estado de saúde e nos sintomas reforça a necessidade de intervenções e abordagens distintas entre os géneros”.

Este estudo verificou também a existência de uma correlação positiva e significativa entre a satisfação com a ocupação dos tempos livres e a perceção favorável do estado de saúde, sendo que os jovens mais satisfeitos são os que aproveitam os tempos livres para conviver com familiares e com amigos.

Para os autores da investigação, esta associação “justifica a inclusão sistemática da avaliação da dimensão ‘atividades’ nas consultas de seguimento de saúde dos adolescentes e jovens”.

A música e a internet foram as atividades de ocupação regular dos tempos livres (pelos menos uma vez por semana) mais destacadas pelos jovens. Já o voluntariado ou a participação associativa foram as menos comuns, mostrando que esta é “uma juventude mais individual na sua forma de passar os tempos livres, o que implica atualizar a compreensão sobre as causas deste movimento e as suas consequências”.

Os autores salientam a necessidade de ajustar as respostas existentes, nomeadamente o formato dos tempos escolares e laborais, bem como as estratégias de promoção de saúde e de estilos de vida saudáveis às “especificidades dos contextos e das gerações”.

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