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DGS divulga orientações sobre medicamento que previne infeção VIH
DATA
16/05/2018 17:37:29
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DGS divulga orientações sobre medicamento que previne infeção VIH

A Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgou, hoje, orientações clínicas para os médicos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) poderem administrar um medicamento às pessoas com risco acrescido de contágio por VIH.

De acordo com a norma “Profilaxia de Pré-exposição da Infeção por VIH no Adulto”, as pessoas em risco acrescido devem ser referenciadas para consulta de especialidade hospitalar, que deverá acontecer no prazo máximo de 30 dias.

Em risco acrescido de contrair este vírus, estão os indivíduos que nos últimos seis meses tiveram relações sexuais sem uso de preservativo, com parceiros que não sabem se estão ou não infetados, com diagnóstico de infeção sexualmente transmissível (IST) ou com pessoas cujo parceiro está infetado por VIH, sem acompanhamento médico ou sem terapêutica antirretroviral e que não utiliza sempre preservativo.

Estão também em risco aqueles que usam substâncias psicoativas durante as relações sexuais, utilizadores de drogas injetadas que partilham agulhas, seringas e material, e “parceiros serodiscordantes em situações de preconceção ou gravidez”.

As orientações clínicas, publicadas no site oficial da DGS, referem ainda que a decisão da prescrição da profilaxia de pré-exposição (PrEP) deve ser precedida de uma avaliação clínica e de outras medidas preventivas, nomeadamente a definição de um plano de prevenção de VIH e de outras IST, a disponibilização de preservativos e referenciação a programas específicos de apoio.

Além disso, dever ser avaliado o conhecimento da pessoa acerca da PrEP, a “sua motivação e capacidade de adesão” e a existência de comorbilidades que podem contraindicar a prescrição ou a presença de sinais ou sintomas sugestivos de infeção por VIH em fase aguda.

A DGS recomenda a “recolha da história medicamentosa concomitante e avaliação do risco de potenciais interações farmacológicas”, bem como a “investigação, em mulheres em idade fértil, sobre eventuais planos de gravidez”, devendo ser prescrito e realizado um teste de gravidez.

O medicamento em questão não deve ser prescrito a pessoas com serologia positiva ou desconhecida para VIH ou que tenha “presença de sinais ou sintomas de infeção aguda por VIH”.

Por sua vez, a prescrição do medicamento, sujeita a prévia avaliação fármaco-terapêutica e fármaco-económica pelo Infarmed, deverá ser realizada por médicos que integram a rede de referenciação hospitalar para infeção por VIH.

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