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Doentes do S. José não serão prejudicados por falta de radiologista
DATA
17/05/2018 12:57:37
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Doentes do S. José não serão prejudicados por falta de radiologista

O Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC) garantiu, hoje, que os utentes do Hospital de São José não vão ser prejudicados pelo recurso à telerradiologia, devido à falta de um médico radiologista no turno da noite.

A Ordem dos Médicos (OM) e o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) denunciaram, ontem, que o Hospital de São José, em Lisboa, vai deixar de ter um médico radiologista, no local, durante a noite, já a partir do próximo dia 1 de junho.

Em resposta, o CHLC lembrou que o recurso à telerradiologia “é comum nos hospitais”, quer em Portugal, quer internacionalmente, tratando-se de uma “boa prática de recursos humanos para a tarefa de produção de relatórios de imagiologia”.

“Não há prejuízo para os utentes nem quaisquer perdas de tempo ou qualidade face aos relatórios de exames produzidos pelos médicos residentes”, consta na nota enviada à agência Lusa.

Para o CHLC, a “solução tem, no entanto, de ser limitada e transitória, o que acontece, neste caso, na medida em que a telerradiologia só ocorre das 00:00 às 08:00, período em que o número de exames é reduzido”. No restante horário, os exames e respetivos relatório são assegurados pelos radiologistas do CHLC.

“Além do cumprimento rigoroso de prazos, os profissionais que executam no exterior os relatórios de exames ficam disponíveis, por contrato, a prestar todos os esclarecimentos adicionais que forem considerados necessários pelos colegas prescritores”, é ainda referido.

Alexandre Valentim Lourenço, do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos, referiu, em declarações à agência Lusa, que “segundo um despacho interno, a radiologia e neurorradiologia, entre as 00:00 e as 08:00, vão ter técnicos a efetuar os exames, que depois vão ser avaliados por um médico via telemedicina”. 

“Durante este período não estará um radiologista no local”, rematou.

O representante da OM, que esteve ontem à noite a fazer uma visita ao hospital de São José, referiu ainda que esta é uma decisão “impensável de ser tomada”, num hospital que tem uma das maiores urgências do país.

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