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OM pede afastamento de vogal do Centro Hospitalar Tondela-Viseu
DATA
23/05/2018 16:51:05
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OM pede afastamento de vogal do Centro Hospitalar Tondela-Viseu

A Ordem dos Médicos (OM) anunciou, hoje, que vai pedir ao Ministério da Saúde o afastamento imediato de vogal do Centro Hospitalar Tondela-Viseu (CHTV), Francisco Faro, e a nomeação de um novo diretor clínico para esta unidade.

“Vamos elaborar um ofício, no qual vai constar todas as dificuldades que foram enunciadas pelos diretores de serviço e, além disso, vamos pedir ao ministro da Saúde que afaste esse elemento do conselho de administração e que possibilite a nomeação de um diretor clínico”, disse, em declarações à agência Lusa, o presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM), Carlos Cortes.

As declarações de Carlos Cortes surgem na sequência da reunião de ontem, com os diretores dos diferentes serviços do CHTV, um dia depois destes terem apresentado a suspensão de funções em protesto contra a “degradação progressiva de vários serviços” nesta unidade de saúde.

O dirigente da OM refere que os diretores reportaram “que existe um responsável desta situação, que é alguém que tem criado sistematicamente obstáculos àquelas que são as decisões clínicas, tem criado obstáculos no desenvolvimento daquele hospital, que é um elemento do conselho de administração que os diretores de serviço já pediram publicamente que seja afastado”.

Carlos Cortes afirma que o atual vogal do hospital “como se de uma folha de Excel se tratasse, não considera as opções clínicas, mas as decisões são todas tomadas tendo em conta os aspetos exclusivamente financeiros”.

Para o dirigente da SRCOM, o mesmo “tem prejudicado o hospital naquelas que são áreas clínicas e que deviam ser áreas de decisão do direito clínico e não de um membro que nada tem a ver com estas questões”.

“O engenheiro Francisco Faro é um gestor da área da saúde que tem tido (…) uma intromissão absolutamente inédita, que eu não conheço em mais nenhum hospital, naquelas que são as áreas clínicas, vetando e criando obstáculos a tudo aquilo que tem a ver com desenvolvimento do hospital nesta área – que é uma área clínica e que de alguma forma ele entenda que possa aqui ter implicações financeiras”, frisou.

Segundo Carlos Cortes, o CHTV “era até há bem pouco tempo dos hospitais de onde chegavam menos queixas à Ordem dos Médicos”, mas, “neste último ano, semana sim semana não”, esta entidade tem recebido “queixas sobre a maneira como o hospital está a ser conduzido”.

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