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Eutanásia: CDS-PP defende que deputados não têm mandato para mudar a lei
DATA
29/05/2018 16:13:15
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Eutanásia: CDS-PP defende que deputados não têm mandato para mudar a lei

A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, reafirmou hoje a oposição deste partido à despenalização da eutanásia por “razões políticas muito sérias”, defendendo que os deputados não têm mandato para votar esta alteração à lei.

“O que o parlamento hoje se prepara para fazer é porventura prescrever uma lei nas costas dos portugueses. Os deputados têm legitimidade sim, mas não têm mandato para tratar de uma matéria tão delicada, tão sensível, tão importante para a sociedade quanto esta. Não foi tratado, debatido, aprofundado antes das eleições”, afirmou Assunção Cristas.

A líder centrista falava à margem de uma manifestação contra a eutanásia, intitulada “Não mates, cuida”, convocada pelo movimento Toda a Vida tem Dignidade’, que juntou centenas de manifestantes junto à Assembleia da República.

“Legitimidade os deputados têm sempre, não têm mandato. Acresce que não há nenhuma urgência, nem nenhum clamor social maioritário para se legislar sobre esta matéria. Estamos a ir ao reboque da agenda de uma parte do parlamento, não estamos a ir ao encontro daquilo que é a urgência de todos os portugueses, que é terem uma saúde a funcionar bem, é terem acesso a cuidados paliativos”, defendeu Assunção Cristas.

A deputada e líder do CDS-PP considera que “os portugueses têm todo o direito de se indignarem contra algo que está a ser feito à revelia da sua opinião”, insistindo que “a vida humana é inviolável” e que o dever da sociedade é prestar cuidados de saúde e cuidados paliativos que aliviem a dor a quem está em fim de vida, e não “antecipar a morte dessas pessoas”.

“Tudo faremos até ao último minuto do lado do CDS para que estas leis não passem e para que a eutanásia não seja legalizada em Portugal. Não sabemos qual vai ser o resultado final, está tudo em aberto. O que sabemos é que há muitos argumentos do ponto de vista político, ético, social para rejeitar a eutanásia”, afirmou.

Assunção Cristas considera ainda que há razões políticas “muito sérias, muito válidas” contra a despenalização, defendendo que esta questão deveria ser discutida na próxima legislatura, para que pudessem ser clarificadas devidamente as posições dos vários partidos.

Recorde-se que, esta tarde, os deputados discutem e votam quatros projetos de lei para a despenalização da eutanásia, apresentados pelo PS, Bloco de Esquerda, PEV e PAN.

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