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Verbas para ala pediátrica do Hospital S. João continuam bloqueadas
DATA
30/05/2018 15:25:31
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Verbas para ala pediátrica do Hospital S. João continuam bloqueadas

O presidente do conselho de administração do Hospital de São João, António Oliveira e Silva, afirmou que as verbas para a construção da nova ala pediátrica do centro hospitalar, no Porto, continuam bloqueadas.

“O ponto de situação em relação ao desbloqueamento de verbas é o mesmo desde que começámos com este processo”, afirmou António Oliveira e Silva na comissão paramentar de Saúde, onde foi hoje ouvido, a pedido do PCP e do PSD, sobre os problemas existentes neste hospital.

Em resposta aos deputados sobre o desbloqueamento das verbas, o responsável referiu que “as verbas não estão desbloqueadas”, sublinhando que “a totalidade das verbas não está nas contas” do hospital. “Nas contas do hospital estão 19,8 milhões de euros”, salientou.

Recorde-se que, a 16 de abril, o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, disse que os procedimentos para avançar com a construção da nova ala pediátrica seriam desbloqueados no espaço de duas semanas, garantindo que o dinheiro estava disponível.

“Faz-me lembrar quando era miúdo, que os meus pais e os meus padrinhos punham-me dinheiro na conta e eu estava cheio de dinheiro, mas não podia gastá-lo”, afirmou António Oliveira e Silva comentando o facto de não poder aceder às verbas para avançar com a obra.

“Mas isto não é o mais importante, o que importa é termos autorização de despesa por parte dos ministérios das Finanças e da Saúde” para iniciar o processo de lançamento do concurso para as obras, reforçou.

“O Centro Hospitalar de São João tem um centro pediátrico que é único na assistência pediátrica na região norte, não é substituível, não é transplantável”, frisou.

Questionado pelo deputado do BE Moisés Ferreira e pela deputada do PCP Carla Cruz sobre a reunião com o Ministério das Finanças, o responsável disse que foi uma “reunião informativa”, tendo sido encarada com “a maior normalidade”.

Recorde-se, ainda, que a falta de condições de atendimento e tratamento de crianças com doenças oncológicas foi denunciada por pais de crianças doentes que são atendidas em ambulatório e também na unidade do Joãozinho, para onde as crianças são encaminhadas quando têm de ser internadas no Centro Hospitalar de São João.

Quanto aos elevados tempos de espera para algumas consultas de especialidade, o responsável explicou que se devem ao aumento da procura.

“Houve um aumento de custos de produção de 16 milhões de euros e os proveitos diminuíram 13 milhões no mesmo período. Em junho de 2016 houve a publicação do diploma que garantiu o livre acesso. Teoricamente estamos de acordo com a opção, o que acontece é que de um dia para o outro o CHSJ viu-se com mais 2500 pedidos de primeiras consultas. Ou temos mais recursos físicos e humanos ou será impossível dar uma resposta tempestiva a todos os que nos procuram”, salientou.

António Oliveira e Silva apontou ainda a diminuição dos recursos humanos, entre 2015 e 2017, lembrando que o Hospital S. João tem mais médicos do que enfermeiros, adiantando que se o pedido de 170 enfermeiros for autorizado, a situação poderá ser resolvida num espaço de tempo razoável.

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