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Ministro: “Número de anestesistas é insuficiente, mas está a evoluir positivamente”
DATA
05/06/2018 11:18:13
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Ministro: “Número de anestesistas é insuficiente, mas está a evoluir positivamente”

O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, reconhece que o número de anestesistas é insuficiente, mas realçou que a quantidade destes especialistas médicos tem aumentado e está a "evoluir positivamente".

O inquilino da João Crisóstomo falava aos jornalistas na Cidade do Futebol, Oeiras, após o lançamento do Plano da Organização Mundial da Saúde para a Promoção da Atividade Física 2018-2030.

As declarações do ministro da Saúde surgiram em resposta a um estudo tornado público, segundo o qual mais de 500 anestesistas estão em falta nos hospitais públicos portugueses, apesar de o número destes profissionais ter vindo a crescer desde 2014.

Adalberto Campos Fernandes realçou que o País tem hoje mais anestesistas do que em 2017 ou do que "há dois ou três anos", considerando que o número está a "evoluir positivamente".

"São suficientes? Ainda não são", reconheceu, assinalando que "não vale a pena iludir as pessoas com soluções fáceis, rápidas e imediatas que não existem".

Sem concretizar medidas, o ministro referiu que há cinco especialidades médicas carenciadas, incluindo a Anestesiologia, e em cuja preocupação do Governo é "formar mais e contratar assim que possível".

De acordo com o estudo, publicado na Ata Médica Portuguesa, faltam 541 anestesistas nos hospitais públicos. “Censos de Anestesiologia 2017” analisou a realidade em 86 hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e foi realizado pelo colégio de especialidade da Ordem dos Médicos (OM), permitindo fazer uma comparação com o mesmo trabalho efetuado em 2014.

A OM considera inaceitável que o Ministério da Saúde continue a obrigar os anestesistas a fazerem 18 horas semanais de serviço de urgência, impedindo assim o aumento da capacidade cirúrgica em Portugal.

O bastonário Miguel Guimarães defendeu, em declarações à Lusa, que a redução de 18 para 12 horas semanais em urgência, voltando-se a cumprir o que estava estabelecido antes da intervenção da troika, iria "aumentar a capacidade cirúrgica no País". As horas que os anestesistas deixassem de cumprir em serviço de urgência passavam a ser cumpridas em bloco operatório.

Em resposta, o ministro da Saúde invocou que "há mais atividade cirúrgica este ano do que no ano passado e do que há dois anos" e que "se os médicos estão na urgência é porque fazem falta".

Adalberto Campos Fernandes referiu, sem se comprometer com prazos, que "assim que possível" serão criadas "condições para que a carga horária seja reduzida".

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