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Convenção Nacional da Saúde arranca hoje em Lisboa
DATA
07/06/2018 10:22:27
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Convenção Nacional da Saúde arranca hoje em Lisboa

A Convenção Nacional da Saúde, que arranca hoje na Culturgest, em Lisboa, conta com a participação de cerca de 90 instituições de saúde e visa defender mais financiamento e ajudar a criar um pacto para o setor.

Esta convenção foi criada com o objetivo de ser “o maior debate nacional de sempre sobre o presente e o futuro da saúde em Portugal”. O presidente da comissão organizadora, Eurico Castro Alves, acredita que existem condições para se estabelecer um “pacto nacional para a saúde”.

Eurico Castro Alves reconhece que há, no setor, “interesses muitas vezes conflituantes”, mas considera que é possível “pôr de lado as diferenças e olhar para o que pode servir de base a um compromisso futuro”.

“Temos um Serviço Nacional de Saúde (SNS) que todos valorizamos e que queremos estimar”, sublinhou.

A questão do financiamento do setor será um dos principais temas em destaque nesta Convenção Nacional da Saúde, uma vez que é incontornável debater sobre a necessidade de orçamentos plurianuais, uma ideia que já foi defendida pelas várias ordens profissionais.

O bastonário da Ordem dos Médicos (OM), Miguel Guimarães, também defende que um maior financiamento para o setor é um “objetivo de base que tem de ser concretizável”.

“Julgo que toda a gente no país já percebeu que é preciso mais dinheiro para a Saúde. Vamos ser todos objetivos. Se toda a gente já percebeu que é preciso mais dinheiro para a Saúde, então esse objetivo tem de ser concretizável”, afirmou o bastonário da OM.

Miguel Guimarães frisou ainda que a questão do investimento e do financiamento do SNS é central em toda a discussão, considerando que todos os intervenientes presentes na Convenção partilham a ideia de que o SNS é fundamental para os portugueses e para o país.

Recorde-se que a Federação Nacional de Médicos (FNAM) criticou a constituição desta Convenção por não terem sido convidadas organizações sindicais.

A FNAM mostrou-se ainda preocupada com o programa deste encontro, que decorre até sexta-feira, considerando que estão “ausentes do debate” as questões que dizem respeito aos cuidados de saúde primários, saúde pública e aos cuidados continuados.

Trata-se de uma iniciativa promovida pelas Ordens Profissionais e por um “Conselho Superior” constituído por cerca de setenta instituições oriundas dos mais diversos setores: empresarial, público, social, ordens e associações profissionais.

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