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OM: Pneumologia do CHLN perde capacidade de formar médicos
DATA
07/06/2018 10:51:50
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OM: Pneumologia do CHLN perde capacidade de formar médicos

O Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN) perdeu a capacidade formativa em pneumologia para 2019, segundo o mapa de vagas de acesso à especialidade, revelou a Ordem dos Médicos (OM).

Segundo o bastonário da OM, Miguel Guimarães, o serviço de pneumologia do CHLN está a ser avaliado, na sequência de denúncias relativas a irregularidades, como o caso de internos que estariam a fazer urgência sozinhos, sem tutela de um especialista.

Esta situação, que está agora a ser avaliada pela OM, levou a que não fossem abertas vagas para pneumologia no CHLN, confirmou Miguel Guimarães, em declarações à agência Lusa.

De acordo com o mapa de capacidades formativas, publicado esta quarta-feira, o CHLN deixou de ter vagas também em imunoalergologia e em otorrinolaringologia. Recorde-se que o serviço de ORL também não vai formar internos em 2019, tal como já tinha sido tornado público, devido a um processo em curso na OM.

O pneumologista Filipe Froes lembra que o CHLN era a “maior escola de pneumologia de Portugal”, sendo responsável pela formação da maioria dos pneumologistas do sul do país.

“É um dos dias mais tristes da minha carreira e um dia de uma enorme vergonha”, afirmou.

Filipe Froes recordou ainda que a pneumologia do CHLN formou diversos profissionais que permitiram abrir muitos outros serviços no país, como por exemplo no IPO de Lisboa, no Hospital de Faro e em Setúbal.

O especialista lembrou também que o Hospital Pulido Valente esteve vários anos no pódio dos rankings nacionais relativos a doenças respiratórias.

O bastonário da OM frisou que o mapa de capacidade formativa foi avaliado “de forma rigorosa” e que há uma “clara fundamentação” nos casos em que não são atribuídas vagas.

“A capacidade formativa depende da capacidade do serviço. A preocupação da Ordem é garantir que a formação dos especialistas é feita com qualidade. Temos uma elevada qualidade na formação e esse é o nosso principal objetivo”, explicou.

Note-se que, pelo segundo ano consecutivo, cerca de 700 médicos deverão ficar sem vaga para fazer a especialidade, dado que o mapa das capacidades formativas tem apenas 1.665 vagas para 2.365 candidatos.

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