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Convenção Nacional da Saúde sugere “plano de emergência” para cuidados continuados
DATA
08/06/2018 15:11:52
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Convenção Nacional da Saúde sugere “plano de emergência” para cuidados continuados

A criação de um plano de emergência para a rede de cuidados continuados, a aplicação de uma verba específica para investimentos em equipamentos e estruturas de saúde e a criação de um gabinete de controlo de frauda são apenas algumas das propostas saídas da Convenção Nacional da Saúde (CNS).

Estas sugestões foram apresentadas pelo bastonário da Ordem dos Médicos (OM), hoje, durante a sessão de encerramento do encontro, que contou com a participação de cerca de 90 organizações do setor.

Segundo Miguel Guimarães, a CNS sugere criar um “plano de emergência para reforçar a rede de cuidados continuados”, bem como estabelecer um estatuto do cuidador informal, criando uma rede nacional destes cuidadores.

De acordo com o bastonário da OM, é necessário apostar na rede de cuidados continuados, lembrando que este tipo de camas é menos caro do que as de cuidados de agudos, além de que muitos doentes permanecem nos hospitais por não haver camas de cuidados continuados suficientes.

“É uma medida essencial que vai ser apresentada pelos representantes que vão sair desta Convenção Nacional de Saúde. É muito importante para reduzir os custos em saúde de uma forma mais correta e sustentada”, afirmou Miguel Guimarães.

Outra das propostas apresentadas na CNS defende a criação de um gabinete interministerial “para combater a fraude e a publicidade enganosa e o exercício de ilegal de várias profissões” ligadas à Saúde, uma medida que terá gerado consenso também entre os participantes do encontro.

A Convenção sugere ainda a criação de uma “lei de programação de investimentos essenciais”, que estabeleça uma verba especial para atualizar equipamentos e infraestruturas no SNS.

Miguel Guimarães, que presidiu à CNS, refere que existem hospitais, em Portugal, que continuam a usar equipamento de radioterapia “fora de prazo” e que têm mais de 10 anos, para tratar doentes com cancro.

Também existem muitos equipamentos de TAC já antiquados, quando está comprovado que os de nova geração produzem menos radiação.

Estes são alguns dos pontos apresentados como conclusões ou propostas da CNS, cujo objetivo passa por criar um pacto para o setor, bem como uma agenda para a próxima década.

O bastonário da OM frisou que sem um pacto nacional será muito difícil melhorar o setor, avisando que a Saúde “é mais importante que as ‘lutas’ entre partidos políticos”.

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