Jornal Médico Grande Público

Ébola: UE destina 1,8 M€ para apoiar RDCongo
DATA
11/06/2018 16:35:32
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS



Ébola: UE destina 1,8 M€ para apoiar RDCongo

A Comissão Europeia anunciou, hoje, que vai destinar 1,8 milhões de euros para apoiar a luta contra o surto de Ébola que está a afetar a população da República Democrática do Congo (RDCongo), que já causou 28 mortos.

Em comunicado, Bruxelas precisou que esta verba é destinada “à coordenação e às operações logísticas da resposta em curso, ao controlo e prevenção de infeções”, bem como “à vigilância dos pontos de entrada e saída” das áreas afetadas e à realização de “enterros seguros”. Esta ajuda será ainda canalizada para o apoio a centros médicos nas áreas afetadas pelo surto de Ébola.

O financiamento faz parte do apoio global da União Europeia (UE) contra o surto, que inclui também a ativação do Mecanismo de Proteção Civil do bloco comunitário, e a deslocação do serviço aéreo comunitário, usado para transportar pessoal e material médico nas zonas afetadas.

“Desde que o surto do Ébola foi declarado a 08 de maio, a UE apoiou imediatamente os esforços da Organização Mundial de Saúde e das autoridades nacionais para controlar a propagação da doença. Os surtos anteriores ensinaram-nos uma lição valiosa: não podemos ser complacentes com o Ébola”, frisou o comissário europeu para a Ajuda Humanitária e Gestão de Crises, Christos Stylianides.

De acordo com os últimos dados, nas três áreas do país afetadas pelo surto, as rurais de Bikoro e Iboko, e a urbana de Mbandaka, foram registados 66 casos, dos quais 38 foram confirmados, 14 são prováveis e 14 suspeitos.

Este surto de Ébola, localizado inicialmente nas áreas rurais do noroeste e que depois atingiu a área urbana de Mbandaka, é o nono que atinge a RDCongo desde que o vírus foi descoberto em 1976.

A pior epidemia registada foi declarada em março de 2014, com os primeiros casos a remontar a dezembro de 2013 na Guiné-Conacri, tendo depois sido alastrados à Serra Leoa e Libéria.

Recorde-se que Organização Mundial de Saúde anunciou o fim da epidemia em janeiro de 2016, depois de ter registado mais de 28.500 casos confirmados e 11.300 mortos, embora tenha admitido que o número real poderia ser superior.

Saúde Pública

news events box

Mais lidas

2
2