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Médica portuguesa recebe pela segunda vez prémio da Universidade de Harvard
DATA
14/06/2018 17:50:34
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Médica portuguesa recebe pela segunda vez prémio da Universidade de Harvard

Inês Laíns foi distinguida, pela segunda vez consecutiva, com o prémio Evangelos S. Gragoudas Award, um prestigiado reconhecimento, na área da oftalmologia, que distingue o melhor artigo científico publicado pelo serviço de oftalmologia da Harvard Medical School, nos Estados Unidos.

A médica oftalmologista, que trabalha no Massachusetts Eye and Ear Hospital, considerado o melhor hospital do mundo na área da oftalmologia, viu o seu artigo premiado devido ao caráter inovador e de maior contributo para o tratamento da degenerescência macular relacionada com a idade (DMI).

Esta investigação demonstra uma técnica nova inovadora que permite, através de um teste de sangue, avaliar o risco do doente ter DMI e qual a probabilidade desta doença progredir para cegueira.

“Neste estudo utilizamos uma técnica nova que permitiu identificar biomarcadores no sangue que distinguem pessoas com DMI vs controlos da mesma idade, bem como distinguir as diferentes fases da doença. Esta técnica, que nunca tinha sido usada antes para o estudo da DMI, considera a natureza multifatorial da doença, daí o seu potencial”, explicou a jovem médica.

Os resultados foram muito promissores e, como tal, a autora do estudo e respetivo grupo de trabalho acreditam que existe possibilidade de aplicá-lo a doentes em risco no futuro.

Além disso, esta investigação contribui, ainda, para a compreensão dos mecanismos envolvidos na incidência e progressão da DMI, podendo por isso contribuir para o estudo e identificação de novos alvos para tratamento.

Esta patologia é conhecida por ser a principal causa de cegueira em indivíduos com mais de 50 anos, em países desenvolvidos.

Inês Laíns mostrou-se grata pelo reconhecimento do seu trabalho de investigação: “Sinto que esta distinção é o resultado de um enorme investimento pessoal e profissional. Fruto de muita paixão por aquilo que faço diariamente e de muito trabalho”.

Por outro lado, a oftalmologista considera que “o prémio é também sinónimo de responsabilidade, espero conseguir continuar a corresponder às expetativas e sobretudo continuar a fazer ciência que tenha impacto na vida dos nossos doentes e possa contribuir para a diminuição da cegueira e para a melhoria de vida daqueles que sofrem de doenças de visão”, acrescentou.

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