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Greve dos trabalhadores da Saúde ronda os 100%
DATA
15/06/2018 10:58:08
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Greve dos trabalhadores da Saúde ronda os 100%

A coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, Ana Avoila, afirmou que a adesão à greve dos trabalhadores da Saúde ronda os 100%, estando apenas a ser cumpridos os serviços mínimos na maioria dos hospitais.

“O balanço do primeiro turno, que em muitos sítios começou às 20:00, é muito positivo, a maior parte dos hospitais está tudo com 100% de adesão, apenas com serviços mínimos a funcionar, tanto nas urgências, como blocos operatórios ou laboratórios”, referiu Ana Avoila, em declarações à agência Lusa.

Os trabalhadores dos hospitais, centros de saúde, INEM e outros organismos e serviços integrados no Serviço Nacional de Saúde (SNS) iniciaram a greve, ontem, às 23:00, sendo que a mesma terá a duração de 24 horas.

A greve, que abrange todos os trabalhadores da saúde, exceto médicos e enfermeiros, exige melhores “condições de trabalho e de vida” e foi convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas.

“Mesmo em Lisboa, com exceção de Santa Maria, que está com 85% de adesão, os restantes hospitais rondam os 100%, assim como no Porto, Coimbra ou no Garcia de Orta, em Almada”, acrescentou a sindicalista.

Entre as reivindicações estão “a admissão dos trabalhadores necessários ao SNS”, a integração nos mapas de Pessoal de todos os trabalhadores com contrato de trabalho precário, a reversão para o sector público administrativo dos Hospitais EPE (Entidade Pública Empresarial) e das Parcerias Público-Privadas (PPP) e a negociação da carreira de Técnico Auxiliar de Saúde.

“Existem um conjunto de problemas que têm de ser resolvidos, como a criação da carreira de Técnico Auxiliar de Saúde. Todos têm categorias profissionais, como médicos e enfermeiros, e eles são assistentes operacionais e uma grande parte ganha o ordenando mínimo. É também necessária a contratação de pessoal porque, principalmente os hospitais, estão sem pessoas”, explicou a dirigente sindical.

Ana Avoila acrescentou, ainda, que o pagamento do trabalho suplementar “não é efetuado há vários meses”, salientando que os problemas têm de ser resolvidos e que o governo “só não o faz se não quiser”.

Recorde-se que os trabalhadores da Saúde já haviam realizado uma greve, em maio, convocada pelo Sindicato dos Trabalhos da Administração Pública, onde reivindicavam a aplicação do regime de 35 horas de trabalho semanais para todos os trabalhadores, progressões na carreira e o pagamento de horas extraordinárias vencidas e não liquidadas.

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