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Equipa do Hospital de Santa Maria trata reclusos com hepatite C
DATA
27/06/2018 16:44:54
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Equipa do Hospital de Santa Maria trata reclusos com hepatite C

Hoje, 60 reclusos infetados com hepatite C receberam uma visita de uma equipa do Hospital de Santa Maria, no Estabelecimento Prisional de Lisboa, dando, assim, início ao tratamento que visa eliminar a doença e aumentar a esperança de vida.

Trata-se de um projeto, inserido no âmbito do programa “Eliminara Hepatite C nos Estabelecimentos Prisionais até 2020”, que visa tratar uma população [reclusos], onde o risco e a prevalência da infeção são mais elevados, explicou o diretor do serviço de Gastrenterologia do Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN), Rui Tato Marinho.

A ideia “é trazer o hospital à comunidade”, facilitando o acesso aos cuidados de saúde e beneficiando as duas instituições.

“Para nós, é um bocado traumático atender os presos no hospital, muitas vezes algemados, com os guardas”, uma situação que causa “sempre algum distúrbio no sistema hospitalar e até na prisão”, contou Rui Tato Marinho.

Por outro lado, em duas manhãs podem poupar-se cerca de 200 deslocações entre a prisão e o hospital, bem como a mobilização de vários guardas prisionais, cerca de 600.

Esta iniciativa “incorpora uma nova abordagem à doença e ao doente e um conceito inovador quer na forma, a deslocação de uma equipa multidisciplinar a um estabelecimento prisional, quer no conteúdo, levar saúde restaurativa ao mundo prisional, dando mais qualidade e esperança média de vida aos detidos infetados com o vírus da hepatite C”, explicou o presidente do CHLN, Carlos Martins.

Segundo o responsável, o trabalho desta equipa vai proporcionar “múltiplos benefícios”, como a redução do risco de evolução para cirrose e cancro, redução do cansaço, aumento de peso e redução ou mesmo desistência do consumo de bebidas alcoólicas, sendo o objetivo final “a erradicação da infeção com o vírus da hepatite C neste estabelecimento prisional”.

Os medicamentos usados nestes tratamentos são “os de terapêutica mais inovadora disponíveis no mercado”, avançou o presidente do CHLN, explicando que o tratamento, com um custo de cerca de 6.500 euros, consta de uma toma de comprimidos por dia, durante oito ou 12 semanas, sem efeitos secundários conhecidos e com eficácia de 98%.

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