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Centro Hospitalar de Gaia pode reduzir camas devido à lei das 35 horas
DATA
04/07/2018 10:24:35
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Centro Hospitalar de Gaia pode reduzir camas devido à lei das 35 horas

O presidente do Conselho de Administração (CA) do Centro Hospitalar de Gaia/Espinho (CHVNG/E) admitiu que esta unidade pode vir a encerrar camas ou investir em trabalho adicional na sequência da reposição das 35 horas semanais.

Em declarações aos jornalistas, à margem da assinatura da consignação da segunda fase das obras do novo edifício hospitalar do CHVNG/E, António Dias Alves revelou que há escassez de meios, sendo que os mesmos "foram agravados com a entrada em vigor da nova lei".

Nos últimos tempos, "várias pessoas foram saindo, umas porque pediram a rescisão, outros que se aposentaram", revelou. Esta situação levou o CHVNG/E a pedir ao Governo a substituição destes profissionais, contudo a resposta ficou aquém do esperado.

Segundo António Dias Alves, foram "pedidas 198 pessoas", tendo-lhes sido "concedido cerca de metade (96)", num esforço que ditou uma reunião com "as chefias a pedir ajuda no sentido de descobrir maneiras de, com alguma escassez de recursos, responder aos doentes".

"Estamos à espera que, numa fase subsequente, o ministério da Saúde possa suprir as vagas de todos os que saíram e ainda dos que estão em ausência prolongada, por doenças muito prolongadas, gravidez de risco", afirmou o presidente do CA, convicto de que "num prazo de duas semanas" terá os profissionais disponibilizados a trabalhar no hospital.

O CA "ainda não encerrou nenhuma cama" graças à "boa colaboração dos profissionais e dos diretores de serviço", no entanto este cenário pode vir a acontecer, bem como o aumento das "horas extraordinárias".

"Pedimos aos serviços para que até esta sexta-feira nos façam chegar propostas concretas sobre soluções, que podem ser encerrar algumas camas temporariamente ou trabalho adicional", informou.

Este reforço será verificado ao "nível dos técnicos de diagnóstico, sobretudo enfermeiros e auxiliares, técnicos superiores e administrativos", disse.

"De médicos, estamos à espera de um concurso que vá haver e vamos voltar a colocar o pedido de alguns médicos de várias especialidades, como a anatomia patológica, que é um serviço fundamental, de neurologia, medicina física, entre outras", concluiu.

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